Desde que foi rebaixado no Campeonato Brasileiro de 2007, o Corinthians emendou uma incrível série de títulos, que colocou o time no topo do futebol nacional: Campeonato Paulista de 2009, Copa do Brasil de 2009, Campeonato Brasileiro de 2011, Copa Libertadores da América de 2012, Mundial de Clubes da Fifa de 2012. O técnico Tite, à frente da equipe nas três última conquistas da lista, admite que a série vai contra as características do futebol do País, e prepara os jogadores para serem competitivos o máximo de tempo possível.
“Não sei o torcedor corintiano sabe que nós estamos com uma sequência de títulos que não são normais para uma equipe. No Brasil, onde há o equilibro de equipes, eles são fora dos padrões normais. Não estamos falando de Itália, Espanha, Inglaterra, onde tu elenca três, quatro equipes, e dali vai sair campeão. Em São Paulo, tem quatro equipes, mais a Ponte, mais o meu Guarani – que está mais atrás agora – e mais o Mogi, que têm condições de ser campeões. No Brasileiro, temos 12 equipes em condições de estar na final”, analisou.
Para que o time possa continuar sendo competitivo, o técnico do Corinthians traça metas para a superação de obstáculos. No momento, o obstáculo a ser superado é o pênalti perdido por Alessandro na semifinal do Campeonato Paulista contra o São Paulo – o time alvinegro venceu por 4 a 3 no desempate, após 0 a 0 no tempo regulamentar, e avançou à decisão contra o Santos. Para Tite, a compreensão entre os jogadores em momentos assim tem que ser sincera.
“Unir o gruo é abraçar o erro, abraçar a dificuldade. É trabalhar. É menos com palavras e mais com comportamento e atitude. Senão fica marketing, fica entrevista bonita. Eu me preparei, sou formado e sei um pouquinho de articular e falar. Mas isso é muito pouco”, disse o técnico. “No comportamento, no vestiário, na hora de cobrar, eu respondo, mas não coloco a faca no peito do atleta e coloco a culpa nele. Fora isso, é marketing”, completou.