A Frente Nacional dos Torcedores levou faixa e protestou contra o cartola José Maria Marin na arquibancada da Gávea, no Rio, onde a seleção brasileira treinou hoje.
Nos cânticos contra o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa-2014, os torcedores diziam frases como "Marin fora da CBF", "Marin torturador" e "Zé das medalhas".
As palavras são referência a relação de Marin com os órgãos de repressão do regime militar e ao fato de o presidente da CBF ter embolsado a medalha de campeão da Copa São Paulo de um goleiro do Corinthians em 2012.
Integrantes da Frente Nacional dos Torcedores, sindicalistas e deputados estaduais e federais também participaram de uma manifestação contra o presidente da CBF, José Maria Marin na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no centro do Rio.
Os deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Marcelo Freixo (PSOL-RJ) discursaram na cerimônia. Eles pediram a saída de Marin do comando da entidade alegando a participação do cartola durante a ditadura. Marin foi governador biônico de São Paulo e deputado nos anos 1960 e 1970. O deputado Romário (PSB-RJ) que tenta abrir uma CPI para investigar a CBF não participou da solenidade.
Em abril, a Câmara dos Deputados convidou o presidente da CBF para um debate sobre a sua relação com os órgãos do regime militar. Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog -morto pela ditadura militar em 1975-, afirma que Marin contribuiu para a perseguição contra o seu pai.
"Marin representa a linha dura da ditadura brasileira e não pode representar o nosso futebol numa época tão importante", disse Chico Alencar.