Daniel Alves afirmou hoje que "a seleção brasileira é algo muito grande para Neymar carregar sozinho". O lateral direito afirmou que Neymar tem que ser para a seleção o que Messi é para o Barcelona.
"Ele tem que ser diferente, não o único responsável", explicou. "Nós temos que repartir esse peso. E ajudar o Neymar a fazer a diferença".
Daniel Alves disse que "Neymar ganhou uns pontinhos com a torcida" ao falar catalão em sua apresentação ao Barcelona.
"Ele fez tudo direitinho, porque o catalão, o torcedor do Barcelona, ele adora que o jogador pelo menos tente, mesmo que não saiba falar perfeito", disse o baiano, que defende o Barcelona desde 2008.
Segundo o próprio Neymar, Daniel Alves "encheu o saco", para que ele se transferisse para o Barcelona.
"A única coisa que eu fiz foi falar para ele o que eu conheço do clube da cidade", disse. "Porque eu sei do que ele gosta, sei do que a cidade pode proporcionar para ele. A adaptação não vai custar".
Ordem e Progresso
O lateral direito da seleção brasileira usou a frase da bandeira do Brasil para falar sobre o momento da equipe, que está prestes a estrear na Copa das Confederações.
"Eu comparo com a frase da bandeira", disse o camisa 2 do Barcelona e do Brasil. "A gente está no período da ordem. Se conseguirmos evoluir, arrumar o time, o progresso é inevitável".
Daniel Alves afirmou que os jogadores estão incomodados com o tabu contra grandes rivais -o Brasil não bate um campeão do mundo desde 2009.
"Somos os primeiros que estamos conscientes disso, não estamos no nosso melhor momento", disse. "Só não é o caso de comparar com outras seleções que foram grandes, porque a comparação é injusta".
Mais baixo e caçula da seleção, o atacante Bernard está surpreso com o assédio dos torcedores no início da preparação para a disputa da Copa das Confederações.
Desde sexta-feira treinando com Luiz Felipe Scolari, o jogador admitiu que o "clima é diferente".
Na manhã desta terça-feira, a seleção fez o primeiro treino em Goiânia com os portões fechados Mais de uma centenas de fãs ficaram de fora do CT da Serrinha.
"É engraçado aqui. Vejo agora as pessoas gritando, correndo, querendo tirar fotos. O assédio é diferente, mas tento sempre tirar o lado bom das coisas", afirmou o atacante de 20 anos e 1,64m.
"Mas também já senti que a seleção é o único lugar que o amistoso vale três pontos. Por isso, o desejo de ganhar tem que ser maior", acrescentou.
Na reserva, o jogador do Atlético-MG é a aposta de Scolari para dar velocidade à seleção no segundo tempo das partidas do torneio teste da Fifa.
No domingo, ele entrou no lugar de Paulinho nos minutos finais do amistoso contra a Inglaterra, no Maracanã.
"Só tenho que agradecer a oportunidade e vou tentar agarrar com unhas e dentes a vaga para a Copa", acrescentou.
Destaque
Destaque do Atlético-MG desde o ano passado, Bernard pode deixar o futebol brasileiro neste ano. O Borussia Dortmund é um dos interessados pelo atleta.
Veja vídeo com apresentação de Neymar