Musa do esporte, Yelena Isinbayeva deu declarações fortes em relação a uma nova lei da Rússia, que proíbe propagandas homossexuais entre moradores locais e que pode render multa a estrangeiros de até 100 mil rublos, o equivalente a R$ 6 mil, além de prisão por 15 dias e deportação.
“Se nos permitirmos promover e fazer esse tipo de coisas, tememos muito por nossa nação porque nos consideramos normais, com um padrão. Nós apenas vivemos com homens ao lado de mulheres, e mulheres ao lado de homens. Tudo deve estar bem. Isso vem da história. Nós nunca tivemos problemas assim na Rússia. E não queremos ter problemas assim no futuro”, disse a atleta, em entrevista para repórteres após receber a medalha de ouro no salto com vara.
Algumas atletas que disputam o torneio arrumaram uma forma para protestar. Elas decidiram pintar as unhas com cores do arco-íris para apoiar o movimento gay. A sueca Emma Green Tregaro foi uma delas, que chegou a postar uma foto no Instagram seguida por hashtags, como “#orgulho”.
Futebol
A polêmica lei do país também foi repercurtida pela entidade máxima do futebol, a Fifa. O órgão publicou uma nota em seu site oficial pedindo esclarecimento e mais detalhes sobre a lei, já que a Rússia será palco da Copa do Mundo de 2018.
A entidade ainda citou o artigo 3 de seu estatuto, que prevê tolerância zero contra discriminação por orientação sexual, entre outras, para criticar essa nova norma do país. Também afirmou que espera que todos os convidados da Copa do Mundo no país-sede, como torcedores, jornalistas, árbitros e jogadores, possam aproveitar um grande torneio, independentemente da sua opção sexual.
“A Rússia se comprometeu a dar uma recepção calorosa e garantir a segurança de todos os visitantes na Copa do Mundo de 2018. A Fifa acredita que o anfitrião do Mundial vai cumprir esta promessa”, finaliza a nota.