O assessor do presidente do São Paulo, José Francisco Mansur, desafiou os clubes que propuseram um boicote ao clube do Morumbi na Copa São Paulo de Futebol Júnior a comprovarem por meio de documentos a situação regular dos atletas das divisões de base que eles reclamam terem sido aliciados pelo Tricolor mesmo com contrato em vigência.
As reclamações dos clubes vêm desde o ano passado. Neste ano, dez clubes condicionaram a participação na principal competição nacional das divisões de base à ausência do Tricolor. Os clubes que aderiram o movimento são os seguintes: América-MG, Atlético-MG, Botafogo, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Sport, Vasco e Vitória.
“A gente quer que o São Paulo seja convidado a mostrar toda a documentação de onde o atleta veio, como veio, se ele recebia o que tinha sido combinado, se ele tinha contrato com o clube... fazemos isso com o maior prazer, só que a gente queria, como o ônus da prova é de quem acusa, que a Federação Paulista de Futebol pedisse isso também aos outros clubes que estão liderando o movimento. Que apresentem o certificado de formação, os contratos, provem que o São Paulo aliciou esses jogadores, provem que eles tinham contrato regular... estamos dispostos a mostrar a documentação para provar a lisura”, disse José Mansur em entrevista ao programa “Esporte em Debate”, da Rádio Bandeirantes.
Para o assessor, a culpa da perda dos atletas é dos profissionais e dirigentes das divisões de base, pois não há a possibilidade de caracterizar a situação como aliciamento quando os jogadores buscam melhores condições para trabalhar.
“O que eu acho que acontece é que alguns profissionais e dirigentes das categorias de base de alguns clubes perdem seus atletas porque não oferecem a estrutura que o São Paulo oferece, não oferecem condições e principalmente, o que é mais grave, não cumprem o que pactuam com seus atletas. Depois criam esses factoides para justificar com os seus presidentes e com os seus torcedores para dizer que não tiveram culpa”, afirmou.
Mansur ainda classifica que ao oferecer melhores condições aos jogadores, o clube está fazendo algo correto, mas que no país é visto como algo errado.
“O que a gente precisa no Brasil é rever os conceitos de certo e errado porque algumas coisas muito erradas estão virando certas e algumas coisas certas estão virando erradas”, analisa.
O dirigente afirma que o Tricolor não aceita a acusação e garante que o clube está de portas abertas para qualquer atleta que esteja com irregularidades em seu contrato com alguma agremiação.
“O São Paulo não aceita isso e oferece a estrutura de Cotia e principalmente a seriedade no cumprimento do contrato para todo atleta que estiver insatisfeito com o descumprimento que venha a receber de qualquer clube”, finalizou.