O procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Paulo Schmitt, disse que vai incluir a agressão ao repórter Ronald Rios, do CQC, na denúncia contra o São Paulo, no caso da briga entre torcedores e PM no Morumbi. Os dois episódios aconteceram no último domingo, no clássico entre o Tricolor e o Corinthians.
“Esse fato envolvendo o repórter estará no contexto, sim, da denúncia. A imagem pode produzir efeito à denúncia, afinal há uma agressão partindo da torcida”, disse Schmitt ao portal “Uol”.
A denúncia deve ser feita até a próxima sexta-feira. O São Paulo, caso enquadrado no artigo 213 (não oferecer segurança para a realização do evento) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, terá que pagar multa e pode perder até 10 mandos de campo.
Nesta quarta-feira, Rios se pronunciou pelo Facebook. O repórter narrou o episódio, disse ter respeitado os são-paulinos e postou um vídeo, feito por um torcedor, em que aparece sofrendo as agressões.
“Fui agredido. Ponto. Não tem justificativa bater em outra pessoa por futebol. Não tem. Não chamei ninguém de gay - como se isso fosse um xingamento -, não fui lá zoar na cara deles do empate. Estava já saindo da torcida em direção à zona de imprensa. Mas como eles estavam bravos, fui ofendido diversas vezes. Não levantei a voz em momento algo. Fui xingado e acossado. Tentei fugir. Levei tapas no rosto, soco nas costas, cusparada na cara. Uns 30 torcedores contra 4 homens. Um repórter, um produtor, um assistente e um cinegrafista”, disse.