Semifinalista e dona da melhor campanha no Campeonato Paulista Sub-17, a geração 1996 do Corinthians teve um reforço confirmado nesta quinta-feira. O meia canhoto Gabriel Almeida (96), cujo período formativo foi quase todo feito na Europa, assinou contrato de três temporadas pela manhã e cedeu 25% de seus direitos econômicos em arrastada negociação com a diretoria corintiana. Para fechar acordo, os dirigentes da base analisaram vídeos de Gabriel, principalmente a serviço do Manchester City.
Por desacordo financeiro, Gabriel Almeida deixou o City ao fim da última temporada – com destaque e 20 gols marcados, segundo ele próprio. Em seu Twitter, Gabriel chegou a anunciar uma transferência ao Manchester United, o que não se concretizou e permitiu a volta ao Brasil para jogar no Corinthians. Nos registros, ele ainda tem passagem pelo Sporting (até os 10 anos), pelo Tottenham (dos 11 aos 14 anos) e pelo Flamengo (aos 15 anos).
Filho de ex-jogador profissional, Gabriel Almeida tem cidadania portuguesa e também despertou o interesse de agentes importantes, mas assinou exclusivamente com o Corinthians. Dentro do período de três anos, o clube tem a opção de comprar outra parte de seus direitos econômicos, algo que dependerá de seu desempenho nos juniores a partir da próxima temporada. A habilidade e o fato de ser ambidestro são suas principais virtudes.
No Corinthians, Gabriel se junta a outros dois reforços de renome no universo da base que o Corinthians recentemente contratou – Rodrigo Figueiredo (96) e Matheus Moresche (98), ambos também a custo zero. Indicado pelo treinador Osmar Loss, o centroavante Brenner (94) deve chegar do Juventude para reforçar os juniores.
As transferências – de certa forma em atacado – reforçam a tendência do Corinthians em ir ao mercado para reforçar as categorias de base, mas permitem um questionamento. Não só sobre a qualidade do trabalho de formação, mas especialmente a captação de garotos abaixo dos 15 anos por meio de parcerias em equipes menores. Um método bastante comum aos grandes clubes, mas ainda pouco eficiente na base corintiana que tem avançado em sua reestruturação durante a administração Mário Gobbi.