O resultado da luta principal do UFC 167, na madrugada deste domingo, em Las Vegas, foi contestado por muitos que apontaram Johny Hendricks como vencedor do duelo contra o campeão dos meio-médios, Georges St. Pierre. Até o presidente da organização, Dana White, criticou os juízes laterais que deram o triunfo ao canadense por decisão dividida - 47 a 48, 48 a 47 e 48 a 47.
Com o resultado polêmico, GSP manteve o cinturão pela nona vez consecutiva, se aproximando da marca de Anderson Silva, com dez defesas seguidas do título do peso médio. Depois do duelo, o canadense anunciou que vai se afastar do octógono por tempo indeterminado, alegando ‘questões pessoais’ para resolver.
Mas Dana White, como já fizera em outras ocasiões, veio a público para contestar a vitória de GSP. Segundo ele, o canadense venceu apenas um round e não três, como apontaram dois dos três juízes laterais que trabalharam no evento, designados pela Comissão Atlética do Estado de Nevada, que regulamentou a histórica edição dos 20 anos do UFC.
“GSP não ganhou, e sim o Hendricks. Temos um grande problema com a Comissão Atlética de Nevada, o governo precisa olhar isso. Eles já destruíram o boxe e querem fazer o mesmo com o MMA”, detonou o dirigente, indignado com o resultado e a soma dos pontos pelos árbitros laterais que viram vantagem do canadense.
Além de criticar os juízes, Dana White deixou claro que não gostou da declaração de GSP sobre o afastamento por tempo indeterminado. O dirigente disse que o canadense deveria da nova oportunidade a Johny Hendricks, até para uma espécie de ‘tira-teima’ para os que contestaram o resultado. “Eu não concordo com o GSP. Ele deve aos fãs, à organização e ao próprio Hendricks a chance de uma revanche”, enfatizou o mandatário, em entrevista ao Sportv.