Cuca fechou o treino de segunda-feira (16) do Atlético-MG a fim de trabalhar algumas jogadas específicas para o duelo de quarta-feira contra o Raja Casablanca, pela semifinal do Mundial de Clubes. No entanto, os próprios jogadores contaram qual deve ser a principal arma alvinegra na partida contra o time marroquino: as bolas alçadas na área, uma debilidade da equipe africana.
“Vamos trabalhar bastante essa jogada para tirarmos proveito dentro de campo”, admitiu o zagueiro Leonardo Silva, que, de cabeça, marcou o gol que forçou a prorrogação na final da Copa Libertadores da América deste ano.
“Esperamos que isso posas acontecer, vamos estar bem atentos. Estamos trabalhando muito essa jogada e esperamos que possa ser decisiva, com a qualidade dos nossos cobradores”, acrescentou.
Cuca iria fechar o acesso da imprensa na atividade de domingo, mas abdicou da ideia ao saber que não poderia contar com Ronaldinho – o camisa 10 foi poupado por conta de um cansaço muscular. Com o retorno do veterano nesta segunda, os jornalistas tiveram acesso apenas aos primeiros 30 minutos da sessão preparatória. E o treinador atleticano pôde, então, comandar o trabalho específico de cruzamentos.
“É uma jogada nossa que é muito forte. Mas, para que esses caras cabeceiem, essa bola tem que ser bem servida. E para isso temos o Ronaldinho”, apontou Cuca no último sábado, logo após a definição de que o Raja Casablanca seria o adversário do Atlético-MG na semifinal.
Contra o mexicano Monterrey, apesar de ter vencido na prorrogação a partida de quartas de final do Mundial, o Raja Casablanca demonstrou certa fragilidade defensiva quando a bola sobrevoou a área do time marroquino. Por outro lado, o clube anfitrião do torneio demonstrou outras virtudes, como a qualidade na saída de bola e, sobretudo, a velocidade para explorar os contra-ataques.
“Eles são muito ousados e saem muito no contragolpe. Precisamos ficar atentos para ter a posse de bola e o controle do jogo e não termos nenhuma surpresa”, orientou Leonardo Silva. “Eles não são bobos, trabalham muito bem a bola, não dão chutão e correm bastante. Temos que entrar ligados, com a adrenalina a mil”, concordou Pierre.