A ex-ginasta Lais Souza, 25, começou a segunda fase do tratamento que está fazendo nos Estados Unidos desde que, em 27 de janeiro, sofreu um acidente enquanto esquiava em preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno.
A atleta brasileira permanece internada no hospital Jackson Memorial, em Miami. Mas, de acordo com a assessoria da atleta, ela já respira sem aparelhos, se alimenta normalmente e diz ter sentido alguns estímulos. Ela também está voltando ao convívio com outras pessoas e já saiu do hospital algumas vezes.
A ex-ginasta, que havia trocado a modalidade pelo esqui na neve, tem uma grave lesão na coluna e não movimenta os membros inferiores e posteriores.
"Ela passou pela fase critica de forma heroica e segue lutando para ter a melhor qualidade de vida possível de acordo com as limitações que tem. Lais luta pela recuperação da parte hemodinâmica e o mais importante nesse momento tem sido a reintegração dela com a sociedade", disse o médico brasileiro Antônio Marttos Júnior, que trabalha no Hospital em Miami.
O médico tem acompanhado o caso desde o início, a pedido do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ao lado da fisioterapeuta e amiga de Lais, Denise Lessio.
"Ela já saiu do hospital para alguns passeios e fez questão de tomar um pouco de sol.
Conseguimos levá-la a locais públicos, sempre acompanhada da equipe médica, é claro. Sorri, canta e está muito feliz por ver que consegue fazer isso. O grande passo é a segurança que ela está ganhando com essas ações. Ela tem uma força de vontade incrível", explicou por meio de assessoria de imprensa.
Na última semana, Lais encontrou com o tenista Roger Federer, em Miami, foi a uma competição de atletismo, com a participação da seleção brasileira, a um jogo de basquete, fez exercícios na piscina, foi a um show e utilizou o metrô. Ela tem se locomovido em um carro adaptado ou em cadeira de rodas.
"Estas vitórias são muito importantes. Ela está ciente da gravidade da lesão, do duro caminho que tem pela frente e está trabalhando para conseguir a melhor condição possível. Não podemos prometer nada, além de muito trabalho, dedicação e acesso a tudo de mais moderno que existe e existirá na medicina. O futuro vai dizer até onde ela poderá chegar", disse o médico.
"Ver a Laís se divertir e sorrir espontaneamente, após ter passado por coisas tão sérias e em tão pouco tempo, nos motiva a buscar cada vez mais alternativas que possam beneficiá-la de alguma forma. Sem dúvida, esse trabalho de reintegração à sociedade, que estamos fazendo com ela, nos ensina muito mais, pois é incrível a forma bem humorada e positiva com que ela enfrenta tudo isso", disse a fisioterapeuta Denise Lessio.