Minutos depois do meio-dia, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi tomada por uma espécie de enxurrada de carros e, nos gramados ao lado da via principal, centenas de pessoas caminhavam em direção à rodoviária da cidade. Uma cena típica dos horários de rush que hoje foi antecipada por conta do horário especial estabelecido para o funcionalismo público em função da Copa do Mundo.
O trânsito está um pouco carregado, mas já era esperado nesse final de expediente reduzido. O gargalo é maior, mas daqui a pouco alivia”, disse Rodrigo Chagas, servidor do Ministério do Planejamento. Segundo ele, o entusiasmo com o Mundial pode diminuir um pouco o estresse entre os motoristas, mas a projeção de Rodrigo demorou a se confirmar. Uma hora depois, o trânsito ficou ainda mais intenso na via.
Poucos carros enfeitados passaram pela Esplanada, mas o número de pessoas com as cores verde e amarela estampadas em camisetas e acessórios representava, nitidamente, a maioria entre pedestres e motoristas. Nem todos estavam em clima de Copa e criticaram a redução da jornada hoje. “A folga é desnecessária. Acho que todos deveriam trabalhar normalmente”, avaliou Lucas Tadeu, funcionário do Ministério dos Transportes.
Algumas pessoas preferiram se precaver. “Vim de carona com meu irmão”, explicou Francisco Oliveira, que trabalha na Aeronáutica e que, depois de ser liberado, foi caminhando até a rodoviária com o capacete nas mãos. “Sabia que o trânsito estaria complicado, mas vou para casa, almoçar e me concentrar para o jogo.”