A história se repete para Gianluigi Buffon. Capitão e referência de seleção, ídolo de um país, o goleiro tem de encarar novamente os problemas físicos para ainda conseguir vestir a camisa da Azzurra na Copa do Mundo. Quatro anos depois de sucumbir na África do Sul, o jogador corre contra o tempo para ficar em condições de atuar no Brasil.
Em 2010, Buffon teve um problema nas costas pouco antes da primeira rodada. Ainda tentou jogar, foi escalado na estreia contra o Paraguai, mas não resistiu às dores. No intervalo, precisou ser substituído por Marchetti e não mais voltou. Pudera. A Azzurra, defendendo o título naquela ocasião, caiu na fase de grupos.
O roteiro é semelhante desta vez. Buffon lesionou um dos tornozelos no reconhecimento do gramado da Arena Amazônia e pegou o técnico Cesare Prandelli de surpresa. O jogador chegou a fazer tratamento intensivo na concentração, mas não foi o bastante. De novo, não jogou. Sirigu assumiu a posição e teve bom desempenho diante da Inglaterra.
- Ele se machucou, tentamos recuperá-lo, mas não foi possível. Estou convencido que dentro de alguns dias ele estará disponível – afirmou Prandelli após a vitória sobre os ingleses.
A comissão técnica, alias, não entra em detalhes sobre o caso. A imprensa italiana especula que Buffon se lesionou ao cobrar uma falta durante a atividade. O médico Enrico Castelacci, responsável pela delegação, vai conceder uma entrevista coletiva, nesta segunda-feira, em Mangaratiba, para explicar. Apesar de Sirigu correspondido, Prandelli conta com Buffon como um dos líderes do grupo. Mesmo lesionado, o capitão foi à Arena Amazônia com a delegação e passou pela área de entrevistas sorrindo bastante e fazendo sinal de positivo, dando a entender que ainda pode se recuperar.
Se voltar a treinar nos próximos dias, Buffon deve ser preservado contra a Costa Rica, sexta-feira, na Arena Pernambuco, em Recife. Com isso, ganharia tempo para estar em condições de enfrentar o Uruguai, dia 24, na Arena das Dunas, em Natal.