O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, deixou entender que o Marrocos corre o risco de ser suspenso por 4 anos por deixar de cumprir o compromisso de organizar a Copa Africana de Nações (CAN) em janeiro por causa do vírus Ebola.
"Vamos aplicar s nossos regulamentos, que são muito claros. Lembrem-se que, em 1996, a Nigéria tinha boicotado a competição. O presidente nigeriano tinha proibido que a seleção fosse à África do Sul. Eles foram suspensos por quatro anos", afirmou Hayatou em entrevista à rádio francesa RFI.
"Não haverá dois pesos e duas medidas. Não vamos deixar esse tipo de atitude vingar, porque pode prejudicar fortemente o futebol africano", completou o dirigente.
O Marrocos perdeu o direito de sediar a CAN no início da semana, após pedir várias vezes o adiamento da competição por causa da expansão do vírus Ebola. A seleção marroquina também foi excluída do torneio.
Nesta sexta-feira, a CAF anunciou que a Guiné Equatorial foi escolhida como nova sede do evento, que será realizada nas datas previstas, dos dias 17 de janeiro a 8 de fevereiro. O país já tinha organizado a CAN em 2012, junto com o Gabão, que também chegou a ser cotado como plano B.