O resultado do Majestoso deste domingo, às 16h, no Morumbi, pela oitava rodada do Paulistão, terá mais influência no ambiente do São Paulo do que no do Corinthians. Ainda que o técnico Tite veja peso igual para os dois clubes, cinco motivos mostram claramente como o clássico poderá mexer com o futuro do Tricolor. Para o bem e para o mal. Time e torcida respiram o jogo desde o início da semana, quando a equipe começou a preparação. O compromisso diante do San Lorenzo, pela Taça Libertadores, desviou até quarta-feira o foco do rival, muito mais leve pelo bom resultado adquirido fora de casa.
Pressão
O último treinamento do São Paulo com portões abertos aos torcedores mostrou como o jogo mexe com a torcida. A principal organizada do Tricolor fez uma caravana exclusivamente para a atividade. Entre protestos e incentivo, eles alternaram músicas como "se o São Paulo não ganhar o pau vai quebrar", "É Muricy", "Acabou a paz, o Morumbi vai virar um inferno" e "São Paulo eu acredito em você". O recado foi dado.
Tabu
O Tricolor não sabe o que é vencer o rival em casa desde o dia 11 de fevereiro de 2007, quando ganhou por 3 a 1, com gols de Rogério Ceni, Lenílson e Leandro. Desde então foram 12 confrontos, com cinco derrotas e sete empates. O próprio Luis Fabiano admitiu em um evento nessa semana que não aguenta mais perder para o rival, depois de ouvir de um são-paulino o pedido por umavitória no clássico para evitar a zoeira dos corintianos.
Motivação
Como é tradição no São Paulo, Muricy Ramalho voltou a levar treinamentos para o Morumbi, palco do clássico. A estratégia normalmente usada antes de jogos da Taça Libertadores e de confrontos regionais mostra como o time dá importância ao Majestoso deste domingo. O comandante mudou o local dos treinos para ambientar jogadores novos no elenco como Thiago Mendes, Bruno e Centurión ao campo, usado apenas nas goleadas por 4 a 0 sobre Danubio, do Uruguai, e Audax. Antes, o gramado estava sendo reformado.
Libertadores
A apatia demonstrada pelo São Paulo na derrota por 2 a 0 para o rival, na estreia da Taça Libertadores, aumenta a exigência no clube por um bom futebol contra o Corinthians. Após o jogo do dia 18 de fevereiro, na arena do rival, dirigentes do Tricolor ficaram perplexos com a falta de atitude da equipe, completamente dominada. Uma nova atuação daquele tipo seria uma catástrofe para elenco e comissão técnica. Por outro lado, uma vitória servirá para apagar a imagem ruim deixada naquela ocasião.
É Muricy
Ninguém foi tão questionado depois da derrota para o Corinthians pela Taça Libertadores como o técnico Muricy Ramalho. Se o Majestoso evidenciou positivamente o trabalho do técnico corintiano Tite, expôs o comandante são-paulino a uma chuva de críticas. A ponto de jogadores do elenco"comprarem" briga a favor do treinador publicamente. Na ocasião, o próprio técnico acusou o golpe e reconheceu o péssimo futebol apresentado pelo Tricolor. Suas escolhas por Michel Bastos na lateral esquerda, Maicon, agora emprestado para o Grêmio, no meio de campo, e Alan Kardec como companheiro de Luis Fabiano não tiveram sucesso. Agora, o técnico deve apostar na equipe no 4-2-3-1, com Centurión sendo a principal novidade.