Um telegrama confidencial de 1969 entregue pelo governo norte-americano em 2012 e tornado público pelo Arquivo Nacional nesta quinta-feira, em um lote de 538 documentos, sugere que o ex-presidente da CBF José Maria Marim atuou como informante dos EUA durante a ditadura brasileira (1964 a 1985). A informação é do jornal "Folha de S. Paulo".
Datado de 16 de setembro de 1969, o telegrama que cita Marin diz que com a ajuda do ex-dirigente a CIA (agência de inteligência dos EUA) “engendrou o sequestro” do embaixador norte-americano no Brasil Charles Burke.
O documento, que não faz referência direta a Marin, não deixa claro se ele era informante constante ou remunerado dos Estados Unidos. A prática é comum em documentos deste tipo, para o objetivo de preservar as fontes em caso de vazamento de informações.
José Maria Marin e outros seis dirigentes da Fifa estão presos na Suíçadesde o dia 27 de maio, suspeitos de integrar um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e pagamento de propina, que desde a década de 90 teria movimentado - pelo menos - US$ 100 milhões.
Os executivos seriam responsáveis por receber e repassar dinheiro ilegal para fechar contratos de marketing, patrocínio e competições.