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Investigação

Polícia suíça prende dois dirigentes da Fifa suspeitos de corrupção

Polícia suíça prende dois dirigentes da Fifa suspeitos de corrupção

Redação

03/12/2015 - 07h12

Autoridades suíças prenderam na manhã desta quinta-feira (3) dois dirigentes da Fifa (Federação Internacional de Futebol) durante operação no hotel Baur au Lac, em Zurique.

As detenções foram feitas a pedido da Justiça americana, sete meses após as prisões de cartolas da entidade, ocorridas no mesmo hotel.

Em comunicado, o Departamento de Justiça da Suíça confirmou a prisão dos dois dirigentes. Segundo informações do jornal "The New York Times", que adiantou a notícia, Alfredo Hawit, de Honduras, e Juan Ángel Napout (Paraguai) seriam os dois presos. O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter não foi detido.

Hawit é o presidente da Concacaf, das Américas do Norte, Central e Caribe, e Napout é o presidente da Conmebol. Ambos são vice-presidentes e membros do comitê executivo da Fifa.

Os dois dirigentes são mantidos sob custódia da Justiça suíça enquanto aguardam audiência ainda nesta quinta sobre os pedidos de extradição.

O processo pode ser simplificado se os presos concordarem em ser extraditados imediatamente para os Estados Unidos.

O Departamento de Justiça da Suíça informou que as ordens de prisão foram emitidas pelo FOJ (Escritório Federal de Justiça) baseadas em um pedido de 29 de novembro feito pela Corte americana.

Os presos são suspeitos de aceitar suborno de milhões de dólares em troca da venda de direitos de comercialização em torneios de futebol na América Latina e Copa do Mundo.

Alguns dos crimes cometidos pelos dois dirigentes foram preparados os EUA e os pagamentos feitos em bancos norte-americanos, segundo informações do pedido de prisão.
OUTRAS PRISÕES
O ex-presidente da CBF José Maria Marin, 83, e outros seis dirigentes da Fifa foram presos pela polícia suíça em uma operação surpresa em maio, a pedido das autoridades dos Estados Unidos. Os cartolas são investigados pela Justiça americana em um suposto esquema de corrupção.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, foram presos, além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. À época eles participariam do congresso da Fifa e da eleição da entidade.

A maior parte do esquema envolvia subornos e propinas entre dirigentes da Fifa e executivos do setor na comercialização de jogos e direitos de marketing de campeonatos como eliminatórias da Copa do Mundo na América do Norte, a Concacaf, a Copa América, a Libertadores e a Copa do Brasil -esta última, organizada pela CBF.

Jeffrey Webb e José Maria Marin concordaram com o processo de extradição simplificado e foram então transferidos os EUA, em julho e novembro.
Os outros cinco se recusaram a fazer o acordo de extradição e aguardam decisão do FOJ.

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