Esportes

Crime no futebol

Marin consegue adiar pagamento de fiança nos EUA para janeiro

Juiz deu até dia 15 de janeiro para o ex-cartola pagar US$ 2 milhões

Redação

16/12/2015 - 19h52

Em audiência na Justiça de Nova York, nesta quarta-feira (16), o ex-presidente da CBF José Maria Marin, 83, conseguiu que o juiz adiasse novamente o prazo para o pagamento de parte da fiança com a qual se comprometeu para ter direito a prisão domiciliar. Já foram ao menos quatro prorrogações.

O juiz Raymond Dearie deu até o dia 15 de janeiro para o ex-cartola entregar a carta de crédito de US$ 2 milhões (R$ 7,9 milhões) de um banco americano. A defesa alega dificuldades para fazer a transferência internacional.

Segundo a Folha de S.Paulo apurou, a defesa reclamou da burocracia e do custo da transação.
O advogado americano que lidera a defesa de Marin, Charles Stillman, disse "dividir a frustração" com a acusação, mas foi recebido com impaciência pelos promotores que representam o governo americano e cobraram um prazo de Dearie. O juiz disse estar "ansioso para o caso avançar".

A audiência durou cerca de 20 minutos. Marin estava com a aparência mais cuidada do que quando chegou a Nova York, em 3 de novembro. Estava com a barba feita e o cabelo cortado. Usava terno e gravata. Sorriu diversas vezes ao conversar com seus advogados na corte. Aos jornalistas, limitou-se a repetir "bom dia" e "feliz Natal". Stillman disse que o cliente está bem de saúde.

Um tradutor acompanhou a audiência ao lado do réu. O ex-presidente da Traffic USA (braço norte-americano da Traffic), Aaron Davidson, também estava na corte.

A próxima audiência foi marcada para 16 de março.

FIANÇA

O acordo que dá direito a Marin aguardar o julgamento, daqui ao menos um ano e meio, em prisão domiciliar, prevê uma garantia de US$ 15 milhões, dos quais ele deveria desembolsar US$ 1 milhão em espécie e US$ 2 milhões em carta de crédito bancário.

Há cerca de três semanas, sua defesa pediu prorrogação do prazo para o pagamento do US$ 1 milhão, alegando dificuldades para obter o recurso. Na ocasião, o juiz consentiu. O valor já foi desembolsado.

O ex-cartola também se comprometeu a usar tornozeleira eletrônica, é vigiado por câmaras de vídeo em seu apartamento e por um segurança e tem cinco fiadores.

O ex-presidente da CBF foi extraditado para os Estados Unidos em 3 de novembro, após cinco meses preso na Suíça. Ele é acusado pelo governo americano de participar de um esquema mundial de propinas e subornos no âmbito de comercialização de jogos e direitos de marketing de competições.

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