Após sofrer com o fantasma das apostas e manipulação de resultados nos últimos anos, o futebol italiano voltou a ocupar as páginas policiais. O jornal "La Gazzetta dello Sport" relata que uma a Guarda Financeira - espécie de polícia dedicada a investigar apenas crimes fiscais - vem conduzindo nesta terça-feira uma operação que começou pela sede do Milan, onde os agentes teriam entrado para buscar documentos que possam comprovar algum delito.
O diretor esportivo rossonero, Adriano Galliani, é relatado como um dos 64 suspeitos do caso, de acordo com o jornal, ao lado de outros cartolas italianos: o presidente do Napoli, Aurelio de Laurentiis, o mandatário do Lazio, Claudio Lotito, e o ex-presidente do Juventus, Jean Claude Blanc. O atacante Lavezzi, que deixou o Napoli para jogar no PSG, e o ex-jogador Hernan Crespo também estariam na lista, assim como o empresário Alessandro Moggi. As fraudes somariam até € 12 milhões (R$ 53,1 milhões).
A investigação é conduzida por promotores de Nápoles, que teriam descoberto que 35 clubes das séries A e B vêm praticando fraude em seus contratos nos últimos anos, diminuindo a quantidade de taxas a pagar ao governo. A origem do trabalho dos detetives teria sido o acesso aos contratos da transferência de Lavezzi para o PSG, em 2012.