Jade Barbosa nasceu no Rio de Janeiro. Nunca escondeu que, quando tem folga, gosta de curtir o Carnaval da cidade. Mas, no ano olímpico, a ginasta ficará ausente das festas do Sambódromo ou dos blocos de rua. Sem férias juntamente com outras companheiras de ginástica artística, a atleta de 24 anos agora corre para entrar em forma mais rápido e ser decisiva no evento-teste da modalidade para os Jogos, em abril. É a última chance de as meninas se classificarem em equipe para o Rio 2016. Até lá, o único ritmo que pretende aproveitar é o da contagem de suas séries. Mas Jade não lamenta de deixar a folia de lado para se dedicar às competições. Na semana que vem, ela viaja para disputar o torneio Houston National Invitational, nos Estados Unidos.
- A gente tem que ter prioridades. Neste ano, infelizmente, nós não poderemos aproveitar o Carnaval como a gente gostaria, mas pela causa muito importante. Então a gente acaba não ligando muito para a perda. Estamos ganhando de outro lado. Uma oportunidade única, temos que ir até o final. Eu e as meninas não tivemos férias por conta dessa competição, porque ela é um pouco mais cedo. E, como eu retornei da lesão do joelho, eu não competi muitas vezes no ano no individual geral, que são os quatro aparelhos. É uma competição para obrigar a gente a entrar em forma mais rápido, até com umas séries novas - disse Jade Barbosa.
Jade conseguiu se recuperar de cirurgia no joelho esquerdo e ir ao Mundial de Glasgow. Meses antes, foi reserva do time nos Jogos Pan-Americanos. Na Escócia, o time brasileiro ficou a menos de meio ponto da conquista da vaga olímpica no torneio por equipes. Diante do baque, a ginasta acredita que o momento é de se resguardar e pensar somente no coletivo. Ela ressalta a importância de se preparar no CT Time Brasil, que fica dentro da Arena que será utilizada nos Jogos. Caso o Brasil não consiga a classificação, apenas uma ginasta representará o país nas Olimpíadas.
- Estamos visando o evento-teste. É pensar como equipe primeiro. Depois que você tiver tempo e respirar, então vai pensar o que quer de Olimpíadas. O foco é estar lá primeiro. A gente tem uma oportunidade muito boa de treinar onde a gente provavelmente vai se aquecer para as Olimpíadas. O país que vai sediar tem que ter alguns benefícios. Eu já tive oportunidade de competir Pan aqui no Rio. Eu sei o quanto é mágico, especial. Tem gente que treina a vida inteira e não tem oportunidade que a gente está tendo. Vai ser um grande passo para a ginástica e poderemos mostrar o quanto o nosso esporte está em alta - afirmou.