A torcida do Palmeiras se cansou da má temporada do time. Em faixas, cânticos e pichações nos muros do Palestra Itália, a revolta foi mostrada classificando o elenco como de “Série B”, chamando o time de “sem vergonha” e adotando palavrões para xingar o presidente Paulo Nobre e o diretor de futebol Alexandre Mattos. Sem resposta em campo, a estratégia passou a ser pedir desculpas.
“Pedir desculpas e trabalhar mais. É o que temos de fazer. Não tem nada mais para falar. Tem de fechar mais ainda e pedir desculpas ao torcedor, que fez o papel dele até o final. É pedir desculpas e trabalhar muito, mas muito mais”, limitou-se a dizer Alexandre Mattos, em rápida e única declaração após a derrota para o Red Bull, nessa quinta-feira, no Pacaembu.
Em segundo lugar na sua chave no Campeonato Paulista, correndo risco de eliminação na fase de grupos da Copa Libertadores da América com uma rodada de antecedência e perdendo todos os três jogos sob o comando de Cuca, o Verdão até concorda com as críticas que recebe. A expectativa para 2016 se desfez com o time sem conseguir convencer.
“A torcida está certinha, nos apoiou durante o jogo, e o resultado não veio mais uma vez. Tem de cobrar realmente. A torcida está no direito dela, cantou o jogo inteiro, vibrou… Quem tem de buscar soluções somos nós, depende de nós. Se eu fosse torcedor iria cobrar no final com certeza”, compreendeu o meia Robinho.
“Claro que o time prefere não ser vaiado, mas a torcida apoiou desde o começo e está de parabéns. Não podemos querer convencer o torcedor a não vaiar. É óbvio que, com resultados assim, não tem torcida que aguente. É normal”, simplificou o goleiro Fernando Prass, menos otimista do que colega que se animaram com o segundo tempo de pressão e apenas um gol da equipe.
“O torcedor quer ver vitória, independentemente de o time jogar bem ou não. Nosso primeiro tempo foi muito abaixo e melhoramos no segundo tempo, mas não conseguimos reverter a situação. É trabalhar e nos cobrar mais ainda, isso não pode mais acontecer”, definiu o lateral esquerdo Egídio.