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VEJA PROGRAMAÇÃO

Michael Phelps se despede das piscinas com ouro e aplausos

Michael Phelps se despede das<BR> piscinas com ouro e aplausos

Redação

14/08/2016 - 07h34

Michael Phelps queria apenas voltar a nadar e ter certeza de que diria adeus sem arrependimentos, sem fantasmas e dúvidas para lhe assombrar. Acabou fazendo muito mais. Por si, pelos EUA e pela natação.

O norte-americano liderou a equipe de seu país na conquista do título simbólico da competição do Estádio Aquático. Foram 33 medalhas (16 ouros, nove pratas e oito bronzes).

A Austrália, que chegou ao Rio com uma nova geração forte, ganhou apenas dez (três ouros, quatro pratas e três bronzes). A Hungria surgiu na terceira posição graças ao fenômeno Katinka Hosszu, 27, que levou três ouros e uma prata.


Phelps, maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos, liderou sua equipe na despedida. Conquistou seis medalhas no Rio, cinco douradas. Na carreira, subiu 28 vezes no pódios, 23 delas para pendurar o ouro no pescoço.

Em 16 dessas jornadas esteve sozinho. Na Olimpíada brasileira, tornou-se também o atleta com o maior número de conquistas individuais. Na despedida, no entanto, contou com a ajuda dos companheiros.

Quando a equipe do 4 x 100 m medley dos EUA foi anunciada, a arena explodiu em gritos. Eram para ele. Só não foram mais altos do que os dirigidos ao Brasil, que terminou em sexto lugar.

Ryan Murphy, 21, abriu a prova. O norte-americano, ouro nos 100 m costas, é um dos jovens com 21 anos ou menos que conquistaram quase metade dos pódios das provas individuais no Rio.

Uma nova geração com nomes como Katie Ledecky, 19 anos e cinco medalhas olímpicas, e Joseph Schooling, 21, o único a derrotar Phelps no Rio, nos 100 m borboleta. Atletas que guardam até hoje fotos que tiraram com o ídolo quando eram crianças. Campeões inspirados por ele.

Murphy quebrou o recorde mundial dos 100 m costas na abertura do revezamento: 51s85. No total, foram oito melhores marcas do mundo e 23 olímpicas superadas na piscina carioca. Em Londres-2009, haviam sido nove.
Phelps recebeu a prova de Cody Miller e entregou para Nathan Adrian, que só perdeu a corrida contra a linha do recorde mundial, mas melhorou a marca olímpica: 3min27s95. A Grã-Bretanha ficou com a prata, e a Austrália, com o bronze.

Phelps esperava o companheiro chegar com as mãos apoiadas no joelho, olhando para a frente e um quase sorriso no rosto. Ao ver a vitória sacramentada, ergueu as mãos para o alto e comemorou com o time. Sozinho, antes de sair da área da piscina, acenou para o público e ouviu seu nome ser gritado na arena. Estava aposentado.

O público esperou mais de 40 minutos para, enfim, assistir à premiação do maior atleta olímpico de todos os tempos. Muita gente foi embora. Quem ficou pôde aplaudir Phelps no pódio pela última vez. Os norte-americanos abriram um cartaz com "Thank you, Rio" (Obrigado, Rio). Mas quem agradecia eram os torcedores.

PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA

Com o oitavo lugar de Etiene Medeiros (50 m livre) e o sexto do revezamento 4 x 100 m medley nas finais deste sábado (13), a natação brasileira deixa os Jogos Olímpicos do Rio com viés de baixa na competição em que deveria ter atingido seu apogeu.

A equipe nacional, que teve seu maior número de participantes na história do evento (33), não transformou o bom ciclo olímpico que fez em resultados no Estádio Aquático.

A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) se defende e aponta que os nadadores obtiveram o recorde de finais, oito, contra cinco de Pequim-2008 e seis de Londres-2012.

Porém, há um diferencial incontestável: nas duas edições olímpicas referidas, o Brasil saiu com dois pódios em cada uma. Além disso, obteve na piscina cinco pódios no Mundial de Barcelona, em 2013, e quatro no de Kazan, em 2015.

Na China, Cesar Cielo faturou ouro nos 50 m livre e bronze nos 100 m livre. Na Inglaterra, Thiago Pereira foi prata nos 400 m medley e Cielo acabou com o bronze nos 50 m livre.

No Rio, o melhor resultado até a sexta (12) foram os quintos lugares de João Gomes Júnior nos 100 m peito e do revezamento 4 x 100 m livre. A última vez que a natação do país deixou uma Olimpíada sem medalha foi em 2004.

PROGRAMAÇÃO

Você quer saber quais competições acontecem hoje? Siga a programação oficial. Há disputa de medalhas em várias modalidades, como atletismo, boxe, ciclismo de pista, esgrima, ginástica artística (com participação brasileira), golfe, levantamento de peso, luta olímpica, entre outros esportes.

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