Esportes

Hexacampeãs olímpicas

EUA vencem Espanha e mantêm supremacia com o sexto ouro seguido

EUA vencem Espanha e mantêm supremacia com o sexto ouro seguido

Redação

20/08/2016 - 18h45

No dia em que a invencibilidade da seleção feminina de basquete dos Estados Unidos em Olimpíadas terminar, certamente a Rio 2016 será um dos mais belos capítulos da história escrita por essa equipe. Contra a Espanha, neste sábado, na Arena Carioca 1, as americanas conquistaram o sexto ouro consecutivo e aumentaram para 49 o número de vitórias seguidas em Jogos Olímpicos - que já dura desde a disputa pelo bronze em Barcelona 1992. O placar de 101 a 72 confirmou o que muitos davam como certo antes de a Olimpíada começar: americanas no lugar mais alto do pódio olímpico.

E se a Rio 2016 será lembrada pelas medalhas de ouro de Usain Bolt, Michael Phelps e Simone Biles, é possível incluir no grupo Diana Taurasi, Sue Bird e Tamika Catchings, que chegaram ao quarto título de Jogos Olímpicos e devem se aposentar da seleção americana sem jamais terem sido vencidas em um único jogo de Olimpíadas. Elas agora deixam a equipe nas mãos de jovens como Elena Delle Donne (26), Brittney Griner (25) e Breanna Stewart (21) que conquistam sua primeira medalha olímpica e têm a missão de manter a invencibilidade. Breanna, por exemplo, sequer havia nascido na última derrota das americanas em Jogos Olímpicos, na semifinal de 1992, para uma seleção que combinava jogadoras das ex-repúblicas soviéticas.

Agora, as americanas igualaram a equipe masculina de hóquei da Índia, que venceu seis edições seguidas de Jogos Olímpicos, de 1928 a 1956, e estão a uma medalha de ouro do time masculino de basquete dos Estados Unidos, campeão em todas as edições de 1936 a 1968.

Do lado espanhol, fica a sensação de dever cumprido por uma equipe que foi a melhor entre as demais e por isso terminou com a prata. Um segundo lugar inédito para uma seleção que não se classificou para Londres 2012 e jamais tinha terminado entre as quatro primeiras. Mais cedo, a Sérvia bateu a França e terminou com a medalha de bronze.

A cestinha da partida foi a espanhola Alba Torrens, com 18 pontos, um a mais que Lindsay Whalen e Diana Taurasi, que anotaram 17 cada para os Estados Unidos.

O JOGO

Apesar de o início de jogo dos Estados Unidos não ter sido dos melhores, a Espanha demorou para aproveitar. Aparentemente nervosas nos primeiros minutos, as europeias erraram muitos passes e cometeram falhas infantis no ataque. Mas com uma defesa forte e vendo que as americanas encontravam dificuldades para fazer a bola cair, as espanholas melhoraram e lideraram boa parte do primeiro quarto. Mesmo assim, foi insuficiente para terminar em vantagem. O time dos Estados Unidos começou ganhando por 21 a 17.

A Espanha seguiu bem na partida no segundo quarto. Só que do outro lado, os arremessos de três pontos de algumas das principais jogadoras, como Maya Moore e Diana Taurasi, começaram a cair. O jogo que estava 27 a 24 para as americanas, rapidamente foi para 37 a 24. E seguiu o mesmo ritmo até o intervalo. Apesar dos esforços da espanhola Alba Torrens, com 13 pontos na primeira etapa, os Estados Unidos encaminharam a vitória com parcial de 49 a 32.

O terceiro quarto começou no mesmo ritmo. As espanholas sabiam que uma virada só seria possível caso as americanas sofressem uma pane que não acontece há 24 anos. Mais soltas em quadra, as americanas seguiam com aproveitamento alto nos arremessos, sem dar qualquer sinal de fraqueza ou cansaço. O único momento comemorado pela Espanha no período foi a cesta de três pontos de Silvia Dominguez do meio da quadra no estouro do cronômetro que deu números finais ao placar: 81 a 49.

No quarto final, com as defesas marcando com menos intensidade, o jogo ficou franco. E a Espanha aproveitou para não deixar que os Estados Unidos aumentassem ainda mais o placar e descontou três pontinhos, vencendo a parcial por 23 a 20. O placar final de 101 a 72 serviu para confirmar a incontestável campanha das, agora, hexacampeãs olímpicas.  

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