Esportes

JULGAMENTO ATÉ MARÇO

Ex-presidente da CBF tenta anular uma das acusações na Justiça dos EUA

Ex-presidente da CBF tenta anular uma <br> das acusações na Justiça dos EUA

Redação

22/11/2016 - 07h55
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O ex-presidente da CBF José Maria Marin, que está em prisão domiciliar enquanto aguarda julgamento nos EUA, apresentou um recurso nesta segunda-feira no qual pede para ser inocentado de uma das acusações – a de se associar a outros integrantes da Fifa para cometer crimes. 

O pedido de Marin deve ser julgado até março de 2017. Se o recurso for aceito, a pena máxima em caso de condenação cai drasticamente. Se não, sua pena pode chegar a até 60 anos. O início do julgamento do cartola que presidiu a CBF entre 2012 e 2015 está marcado para novembro de 2017.

A defesa do cartola brasileiro sustenta que esta acusação "se acumula de forma inadmissível" com as outras que estão listadas no indiciamento. Marin e outros 26 homens, entre cartolas e empresários de marketing esportivo, são acusados de conspiração, fraude, recebimento de propina e lavagem de dinheiro. O cartola diz ser inocente. 

Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF, e Ricardo Teixeira, antecessor de Marin, também foram indiciados. Os dois também afirmam ser inocentes. 

A defesa de Marin tenta desconstruir a tese da acusação segundo a qual a Fifa era uma empresa só e que seus dirigentes atuavam "em conjunto". Os advogados do cartola brasileiro sustentam que as entidades que formam a Fifa (federações nacionais e confederações continentais) atuam isoladamente. Assim, dizem, a situação de Marin nada teria a ver com a de dirigentes da Concacaf e da própria Fifa também indiciados no mesmo caso.

Outra linha de atuação da defesa do dirigente diz que Marin "só foi presidente da CBF durante três anos (2012-2015), enquanto a acusação afirma que as condutas suspeitas ocorreram de 1991 até o presente momento". 

– Pedir a um júri que analise tantas provas e faça uma avaliação justa da participação do Sr. Marin seria virtualmente impossível e fundamentalmente injusto – diz a defesa.

José Maria Marin foi preso em 27 de maio de 2015 em Zurique, quando participava de eventos da Fifa. Foi extraditado para os EUA em 3 de novembro do ano passado e, desde então, está em prisão domiciliar. Marin afirma ser inocente e, por isso, não pretende colaborar com a Justiça dos EUA.

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