A 92ª São Silvestre, que ocorre na manhã deste sábado (31) em São Paulo, tem novidade no percurso de 15 km.
As ruas da Barra Funda -Olga, Margarida e adjacências-, por onde até o ano passado os corredores passavam e de onde se avista o Memorial da América Latina, foram retiradas do itinerário.
"O trecho foi transferido para maior segurança e comodidade. As ruas [da Barra Funda] estreitas e muito próximas à largada estavam causando congestionamento entre os competidores", informa o comitê organizador.
O novo trajeto inclui mais voltas no centro histórico, principalmente nos entornos da praça da República.
Se perde o Memorial, o corredor e o espectador, por outro lado, ganham a chance de contemplar velhos pontos da capital, como a Biblioteca Mário de Andrade e a Câmara Municipal.
A prova de rua é uma das mais tradicional da América Latina, com edições desde 1925,sem interrupções.
Como ocorre desde 2014, inscreveram-se 30 mil corredores, o limite do evento.
Entre eles, 72 homens e 46 mulheres representam a elite.
A largada, em frente ao Masp, e a chegada, em frente ao prédio da Gazeta, ocorrem na avenida Paulista.
NA PISTA
As alterações no trajeto fizeram diminuir o número de curvas, o que deve tornar a prova mais rápida neste ano. A organização acredita que em um dia com temperatura por volta dos 25ºC e uma corrida com disputa acirrada pela liderança, o tempo pode ser até 20 segundos menor.
O recorde entre os homens pertence ao queniano Paul Tergat (43min e 12s, em 1995). Entre as mulheres, a também queniana Priscah Jeptoo (48min48s, em 2011).
Os favoritos desta edição são os campeões de 2016, o queniano Stanley Biwott e a etíope Ymer Wude Ayalew, que tenta a quarta vitória.
Adversária de peso para Ayalew deve ser a queniana Jemima Sumgong, ouro na maratona da Rio-2016.
O mineiro Giovani dos Santos, quinto e melhor do país na edição passada, é a aposta entre os brasileiros.
"Já fui cinco vezes pódio na prova. Está na hora de buscar o topo. Esse é o objetivo", afirmou dos Santos em entrevista coletiva nesta quinta (29).
No feminino, destaque a Joziane Cardoso, que neste foi ouro na Meia Maratona do Rio e prata na Meia Maratona de São Paulo e na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte.
A última vitória de um brasileiro foi em 2010, com Marílson dos Santos. Entre as mulheres, ocorreu em 2006, com Lucélia Peres. O maior período do país sem vitórias foi 33 anos. O jejum durou de 1946 a 1979. Em 1980, Zé João venceu a prova.