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AMISTOSO

Chapecoense e Palmeiras empatam e apresentam novas caras

Chapecoense e Palmeiras empatam <Br>e apresentam novas caras

Redação

21/01/2017 - 18h20

A Chapecoense recomeçou. Quase dois meses depois do acidente aéreo responsável pela morte de 71 pessoas -inclui-se neste número boa parte do elenco profissional, comissão técnica e funcionários-, o clube do oeste catarinense desafiou com um time totalmente remodelado o Palmeiras, atual campeão brasileiro e que estreou o técnico Eduardo Baptista. Fora do campo, homenagens, dentro das quatro linhas, um empate por 2 a 2.

O "jogo da amizade", termo usado por ambos os clubes, transcendeu a competitividade comum de uma partida entre dois membros da elite do futebol brasileiro.

Antes de a bola rolar, homenagens aos familiares dos falecidos e aos sobreviventes -Neto, Jackson Follmann e Alan Ruschel estiveram na Arena Condá, enquanto Rafael Henzel narrou o jogo pela Rádio Oeste Capital- emocionaram os presentes no estádio.

Em campo, a oportunidade para Vagner Mancini e Eduardo Baptista testarem os seus times pela primeira vez. O resultado, neste início de temporada, pouco importou. Acima de tudo, o fundamental deste sábado aponta para a reconstrução da Chapecoense; agora, devidamente preparada para encarar uma temporada histórica.

O JOGO

Em uma tarde de homenagens, o grito de gol saiu por intermédio do adversário. Ainda nos primeiros minutos com a camisa do Palmeiras, Raphael Veiga se apresentou aos torcedores ao abrir o placar com 11min de partida; um chute rasteiro, no canto direito, foi o suficiente para o placar ser aberto na Arena Condá. Aplausos de todos os torcedores, e dos palmeirenses ao público.

A tarde não seria completa sem pelo menos um gol da Chape, a principal homenageada neste sábado. O responsável pelo primeiro grito local foi justamente um dos atletas deste grupo mais relacionados ao time. O catarinense Douglas Grolli, criado nas categorias de base do clube, igualou o marcador ao 14min. Festa com joelhos no gramado, mãos aos céus e a homenagem aos mortos na tragédia.

Com apenas 2min do segundo tempo, o ex-palmeirense Amaral recebeu cruzamento e desviou para o gol defendido por Jailson. Apesar do movimento de cabeçada, o volante acertou a bola com o ombro para surpreender o goleiro palmeirense.

Exatamente aos 26min do segundo tempo, Heber Roberto Lopes pausou o jogo para mais uma tocante homenagem às vítimas. Quando a partida completou 71min de disputa, justamente o número de mortos no acidente, torcedores, jogadores, e até a imprensa presente na Arena Condá iniciaram o tradicional grito de "Vamos, vamos, Chape". O ato virará tradição no estádio.

Ainda deu tempo para que Vitinho, jovem revelação do Palmeiras mostrasse a que veio. Sua boa atuação acabou coroada com um golaço aos 32min: um chute de fora da área no ângulo de Elias.

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