O choque na cabeça que tirou Julio César da partida contra o Globo-RN (reveja abaixo) não é novidade para o goleiro do Fluminense. Foi a quinta vez que o camisa 22 passou por uma situação parecida e precisou sair de campo antes do previsto. Em 2010, quando defendia o Benfica, o caso mais grave: com principio de traumatismo craniano, ficou um mês longe dos gramados. Histórico que preocupa e já o faz pensar em experimentar o capacete de Peter Cech.
O goleiro tcheco ficou famoso pelo uso do acessório. E tudo começou quase da mesma maneira, por causa de um grave choque na cabeça. Julio já busca informações sobre o objeto e quer fazer um teste para tentar se adaptar. No Brasil, Ricardo Berna, ex-Fluminense, também faz uso do artifício para se proteger.
- Não é a primeira vez que sofro um choque assim. É a quinta. Tive uma muito grave no Benfica, já tenho um histórico. Minha família pega no meu pé e fala que está na hora de usar o capacete do Peter Cech. Estou começando a pensar nisso. Já conversei com o pessoal do departamento médico e vou me informar mais. Minha mãe vai pegar no meu pé (risos). Não custa fazer um teste e ver se consigo me adaptar - disse Júlio em entrevista ao GloboEsporte.com.
Dos cinco choques, três foram na Europa e dois no Brasil. O primeiro deles no futebol nacional foi em 2007, quando defendia o Botafogo. Em um jogo contra o Grêmio, o juiz marcou pênalti em um lance em que Júlio chocou sua cabeça contra o joelho do adversário. Mesmo tonto, ele conseguiu defender a cobrança de Amoroso, mas foi substituído logo depois
- Foi muito inusitado. Levei uma joelhada na cabeça e o juiz deu pênalti. Mesmo sem enxergar direito, consegui defender a cobrança. Mas não deu para continuar no jogo. Depois precisei fazer exame e tudo - recorda.
O problema contra o Globo-RN se deu após um choque com o lateral Lucas ainda no primeiro tempo. Júlio até tentou continuar, mas não conseguia enxergar a bola direito. Mas não foi nada grave: tanto que ele sequer realizou exames, ficou apenas com um pequeno galo no local e volta ao time neste sábado, contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca.
- Até perguntei depois pro Lucas o que aconteceu. Eu soquei a bola e trombamos. Em algum momento, ele acertou o joelho na minha nuca. Naquele momento eu senti muita dor, nem conseguia levantar. Quando levantei, deu uma balançada, fiquei tonto, escureceu a visão. Tentei ficar mais um tempo e não foi possível. Teve uma jogada perto da área e não consegui focar onde estava a bola. Poderia prejudicar o time e pedi para sair. Agora ficou só um galo, mas já está tudo bem, 100% - avisa.
Nova sequência e foco na titularidade
Assim como no fim de 2016, o camisa 22 está tendo uma boa sequência de jogos por causa da lesão de Diego Cavalieri. O objetivo é mostrar ao técnico Abel Braga que pode ser titular mesmo quando o companheiro estiver à disposição.
- Ficamos triste pela lesão do Diego, mas a profissão é assim. Todos já passamos por isso. Se um se lesiona, o outro tem oportunidade. Ano passado foi muito bom, tive uma sequência muito boa. Não terminamos como esperávamos, mas a sequencia foi positiva. Agora o começo foi excelente, cinco jogos e só um gol sofrido. Quero aproveitar da melhor maneira. Diego trilhou sua história e merece respeito. Tenho procurado trilhar a minha. Abel fala que temos que trazer dor de cabeça para ele. É o meu objetivo: mostrar que posso ser titular e se possível seguir no time.