Esportes

VITIMA DO BRASILEIRÃO

Após queda de rendimento, Diniz e Raí são demitidos no São Paulo

Após perder rendimento o time até então era comandado pelo técnico Fernando Diniz

Após resistir a meses de pressão da torcida, Fernando Diniz deixou o comando do São Paulo nesta segunda-feira. 

A forte queda de rendimento do time nas últimas semanas culminou na demissão do treinador e também do diretor-executivo Raí. 

Rendimento 

Antes líder do Brasileirão, até com folga na tabela, o São Paulo caiu para o quarto lugar, a sete pontos de distância do Internacional, agora o primeiro colocado.

As demissões foram decididas em reunião realizada pela diretoria nesta segunda-feira, um dia depois da dura derrota para o Atlético-GO, por 2 a 1, fora de casa. 

Foi o sétimo jogo da equipe sem vitória, por diferentes competições. Em 2021, o São Paulo ainda não venceu. O último triunfo aconteceu no dia 26 de dezembro, sobre o Fluminense, pelo Brasileirão.

Desde então, o time paulista foi eliminado pelo Grêmio na semifinal da Copa do Brasil e acumulou dois empates e quatro derrotas no Brasileirão. 

Na mais dolorosa delas, foi goleado pelo Inter, adversário direto na briga pelo título, por 5 a 1. O resultado marcou a pior derrota da história do São Paulo em seu estádio.

A cada tropeço, o time queimava "gordura" na liderança da tabela, que chegou a sete pontos, e se afastava da liderança. 

A perda de rendimento contrastou com a boa fase então vivida pela equipe de Diniz, quando chegou a acumular oito triunfos em 11 jogos, com vitórias contundentes sobre rivais na briga pelo troféu, como Flamengo (4 a 1) e Atlético-MG (3 a 0), pelo Brasileirão. 

Pela Copa do Brasil, houve ainda duas vitórias seguidas sobre o mesmo time carioca.

A grande série de resultados elevou o São Paulo naturalmente à condição de favorito tanto da Copa do Brasil quanto do Brasileirão. 

Ao mesmo tempo, amenizou as críticas contra Diniz, que passou a convencer os torcedores sobre a eficácia do seu estilo de jogo, conhecido pela constante troca de passes, a partir da defesa até o ataque.

Fernando Diniz


O estilo imposto por Diniz desde que assumiu o time, no fim de setembro de 2019, dividiu a torcida. 

Foi elogiado por quem gosta da sua cobrança por muita posse de bola e ofensividade.

Mas odiado por quem reclama da falta de resultados, o que aconteceu também em seus clubes anteriores - Athletico-PR e Fluminense.

Mas isso parecia mudar na reta final de 2020, em razão da boa sequência de vitórias e da chegada ao topo da tabela. 

O chamado "dinizismo" aliviou as reclamações e gerou esperanças no torcedor, antes incomodado com a postura do treinador, considerado teimoso. 

Porém, a ascensão veio por terra neste começo de 2021, com a série de tropeços.

A irregularidade já coloca em risco até mesmo a chance de se classificar diretamente para a fase de grupos da Copa Libertadores. 

Em quarto lugar, o São Paulo tem cinco pontos de vantagem sobre o Fluminense, o quinto colocado - somente os quatro primeiros entram na fase de grupos.

Diniz era o segundo técnico mais longevo entre os times da Série A, atrás apenas de Renato Gaúcho, contratado em setembro de 2016.

O treinador, que chegou ao São Paulo em setembro de 2019, deixa o time com um aproveitamento de 54,9%, com 34 vitórias, 20 derrotas e 20 empates.

Raí


Por sua vez, era o principal defensor do técnico no clube. 

Diversas vezes veio a público para assegurar a permanência de Diniz à frente da equipe. 

Ídolo da torcida, ele ocupava a função de diretor-executivo desde dezembro de 2017. 

Mesmo com a mudança na gestão do São Paulo, com a saída de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, para a chegada de Júlio Casares, Raí havia sido mantido no cargo. 

Mas também não resistiu a série negativa recente do time.

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