Com a medalha de ouro conquistada por Ana Marcela Cunha, 29, na maratona aquática das Olimpíadas de Tóquio-2020, o Brasil chegou a 17 medalhas em provas de natação na história dos Jogos. São 2 ouros, 4 pratas e 11 bronzes.
A atleta baiana chegou ao Japão colecionando glórias em Mundiais e frustrações olímpicas.
Anteriormente, ela havia sido seis vezes eleita a melhor nadadora da temporada em águas abertas. Em Campeonatos Mundiais, a prateleira de conquistas da nadadora é vasta: foram 11 medalhas conquistadas, com 5 ouros, 2 pratas e 4 bronzes.
No Mundial de Gwangju, na Coreia do Sul, em 2019, ela havia mostrado versatilidade para ficar com o título dos 5 km e 25 km. Mas ficou fora do pódio nos 10 km, a distância olímpica.
Agora é justamente o ouro nesta prova em Mundiais o que falta em seu currículo. Anteriormente, ela ganhou uma prata (2013) e dois bronzes (2015 e 2017) nessa disputa.
Em Tóquio, outro nadador brasileiro que colecionava decepções em Olimpíadas pôde enfim subir ao pódio. Bruno Fratus perseguia uma medalha nos 50 m livre. Ele bateu na trave em Londres-2012, quando ficou em quarto lugar, a 0s02 de Cesar Cielo, que subiu ao pódio.
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Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, saiu da piscina visivelmente decepcionado com a sexta posição na final da prova.
Em Tóquio, finalmente sorriu. Em uma decisão que teve quebra do recorde olímpico de Cesar Cielo na distância, Fratus cravou 21s57 e ficou com o bronze. O ouro foi para o norte-americano Caeleb Dressel, que fez 21s07, e a prata ficou com o francês Florent Manaudou, que fez 21s55.
"Estava entalado desde 2011, quando foi o meu primeiro Mundial. Depois, em 2012, aquela Olimpíada 'do quase'. Depois do Rio principalmente... Foi um grito de 'finalmente medalhista olímpico, finalmente conquistei meu sonho que começou quando eu tinha 11 anos'", afirmou Fratus após a prova.
"Não teria sido sem o apoio das pessoas, mas também não teria sido sem a palavra de quem duvidou", continuou.
A medalha mais inesperada destas Olimpíadas veio nos 200 m livre. Fernando Scheffer, 23, não estava entre os favoritos. Mas, na análise do nadador, a prova estava tão aberta que qualquer um tinha chance de subir ao pódio.
E ele estava certo. Com o tempo de 1min44s66, o brasileiro conquistou o bronze na disputa. Foi o primeiro pódio do Brasil na natação em Tóquio.
O histórico de conquistas brasileiras na natação começou bem antes de Tóquio.
Nos Jogos de Helsinque-1952, o Brasil subiu ao pódio olímpico da modalidade pela primeira vez.
Com ascendência japonesa, Tetsuo Okamoto, natural de Marília (SP), conquistou o bronze nos 1.500 m livre, a prova mais longa das piscinas. Na ocasião, ele bateu o recorde sul-americano nas eliminatórias (19min05s6) e na fnal (18min51s3), marca que duraria dez anos para ser batida.
Nos Jogos de Roma-1960, o Brasil estreou no pódio olímpico das provas de velocidade. Manoel dos Santos foi medalha de bronze nos 100 m livre, prova mais clássica da natação.
Em casa, nos Jogos do Rio de Janeiro-2016, o Brasil passou em branco nas piscinas. Mas subiu pela primeira vez ao pódio na maratona aquática, prova disputada em águas abertas, que havia estreado em Pequim-2008.
Poliana Okimoto, que colecionava decepções olímpicas, terminou a prova de 10 km inicialmente em quarto lugar. Mas a segunda colocada, a francesa Aurelie Mullerm, acabou desclassificada, fazendo a brasileira ficar com o bronze.