Após o ouro inédito conquistado na prova dos 5.000 metros na Paralimpíada de Tóquio-2020, na última quinta-feira (26), o campo-grandense Yeltsin Ortega Jacques volta à pista do Estádio Olímpico para disputar a final dos 1.500 metros (classe T11: deficiência visual) nesta segunda-feira (30).
Desde os Jogos Paralímpicos do Rio 2016, no qual não conseguiu medalha devido ao seu afastamento meses antes dos treinamentos em decorrência de uma caxumba, Jacques traçou o objetivo de conseguir subir ao lugar mais alto do pódio em Tóquio.
Nos últimos anos, o paratleta tem tido grandes destaques nas competições nacionais e internacionais, como o Mundial de Londres em 2017, o Parapan de Lima, em 2019, e a maratona de Sevilha, em 2020.
Além de ir em busca da segunda medalha dourada no maior evento paradesportivo do planeta, o campo-grandense tem grandes chances de bater o recorde mundial da prova (3min58s37).
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Ao faturar o primeiro ouro em Tóquio, no dia 26 de agosto, presenteando Campo Grande em seu 122º aniversário, o fundista chegou a flertar com o recorde mundial dos 5.000 metros T11. O paratleta de Mato Grosso do Sul ficou a dois segundos de batê-lo.
“Agradeço a torcida, o apoio e as boas energias enviadas de Mato Grosso do Sul. A primeira missão foi cumprida. Agora, conto com a torcida de todos, os 1.500 metros vêm aí”, disse Yeltsin, que ainda tem outro compromisso pela frente: a maratona da classe T12 no sábado (4).
Yeltsin foi o melhor em sua bateria classificatória no domingo (29), liderando do começo ao fim, com larga vantagem. Ele fechou a série com a marca de 4min07s34.