A promessa é de que o crônico problema de goteiras no Ginásio Guanandizão será solucionado, mas não há garantias de que o espaço fique pronto a tempo de receber a tão aguardada etapa brasileira da Liga das Nações de Vôlei do ano que vem, competição organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e um dos principais torneios da modalidade atualmente.
Sem orçamento ainda fechado, a obra deve custar mais R$ 2,5 milhões aos cofres públicos – praticamente o mesmo valor da reforma geral finalizada no ano passado pela Prefeitura de Campo Grande, com recursos do governo do Estado, no total de R$ 2,7 milhões.
Com previsão de lançamento do edital ainda em 2021, provavelmente em dezembro, serão necessários mais 90 dias para se conhecer a empresa vencedora da licitação – ou seja, no mínimo, em março que a reforma deve começar no ginásio.
Depois, é esperado que a obra dure entre três e quatro meses para ficar pronta e ser devidamente entregue. Ou seja, o prazo mínimo para o local estar apto para receber eventos nacionais e internacionais é junho do ano que vem.
“Ali, vamos colocar um revestimento sobre as telhas e fazer todo um tratamento térmico e acústico. É um serviço caro e especializado, feito em local alto”, explica o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese.
O Ginásio Guanandizão é um equipamento esportivo público gerido pela Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Pasta da prefeitura, e por isso é a Sisep quem vai coordenar as obras no local para solucionar as goteiras em dias de chuva.
“Vamos começar essa obra no período certo para se inciar esses trabalhos, que é quando se encerra o período de chuvas, e o serviço feito em um dia não é perdido por causa da chuva”, comenta Rudi à reportagem.
LIGA DAS NAÇÕES
Eventos regionais podem ser adiados ou interrompidos momentaneamente por causa das goteiras, porém, isso não acontece em eventos nacionais e internacionais, prejudicando a programação e as questões como transmissão de TV.
A previsão da FIVB é de que o Brasil receba uma etapa da Liga das Nações já em maio do ano que vem, mas, por ora, não há calendário definitivo – a definição deve sair apenas em 2022, ano do torneio.
Esportes estão sem casa
Mesmo após o alto investimento para deixar o espaço esportivo apto para receber competições, a continuidade das goteiras no ginásio fez com que vários torneios tivessem de ser disputados em outros locais, como é o caso do time Vôlei Copagaz, que jogou a Superliga no Ginásio da Mace.
Já o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística teve de ser sediado no Rádio Clube