Com seus principais espaços esportivos em xeque - seja por não possuir a estrutura adequada ou mesmo por outro motivo -, Campo Grande entra em 2022 com o calendário esvaziado olhando sob o prisma dos grandes eventos, que são justamente aqueles que chamam a atenção para as ações locais, funcionando como âncoras, tal como ocorrem na área lojista.
Na semana passada foi confirmado que pelo terceiro ano seguido a cidade ficará de fora da temporada da Stock Car.
Já o evento mais desejado pelos campo-grandenses, a Liga das Nações de Vôlei, mais uma vez ficará distante da capital sul-mato-grossense: a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) anunciou recentemente Brasília (DF) como a sede da etapa brasileira de uma das principais competições do vôlei mundial, reunindo as principais seleções da modalidade, entre elas a do Brasil.
Muito dessas perdas passam pela falta de locais aptos e aprovados pelos organizadores dos campeonatos nacionais para receber as competições.
O ginásio Guanandizão, por exemplo, mesmo após reforma de R$ 2,7 milhões, segue sofrendo com goteiras e, para resolver o problema, será necessário nova intervenção avaliada em R$ 2,5 milhões - contudo, sequer a licitação para tal serviço foi lançada.
Em novembro, o Brasileiro de Ginástica teve que ser realocado para o Rádio Clube Campo, por causa da possibilidade de goteiras que, caso ocorressem, atrapalhariam as disputas.
O mesmo aconteceu com os jogos da Superliga C de vôlei, que ocorreu no ginásio da Mace ao invés do Guanandizão.
No caso da Liga das Nações, Brasília recebe as partidas do masculino entre 7 e 12 de junho e do feminino entre 14 e 19 do mesmo mês.
PISTA INSEGURA
Já a Stock Car, categoria que atualmente abriga nomes como Rubens Barrichello, Felipe Massa, Tony Kannan, Nelsinho Piquet, Cacá Bueno, Daniel Serra e o atual campeão Gabriel Casagrande, não retorno à Capital mesmo que vá repetir até três vezes as mesmas pistas em 2022 - como vai acontecer com os circuitos de Mogi-Guaçu-SP (Velocittà) e Goiânia-GO.
A última vez que o evento veio para a cidade foi em 2019, quando foi anunciado pela prefeitura - responsável pelo local, assim como pelo Guanandizão - que um pacote de reformas seria feito de forma gradual no espaço: primeiro seriam feitos ajustes paliativos para garantir melhorias básicas em segurança na pista, seguido por reformas que, no final, resultaria até na troca do asfalto da pista, considerado pouco abrasivo - ou seja, de baixa aderência para os carros, que ficam mais suscetíveis a acidentes em geral.