Oportunidade

Argentina busca voluntários para viver em local paradisíaco com hospedagem gratuita

Alojamento oferece vagas para quem aceitar trocar quatro horas diárias de trabalho por hospedagem gratuita

Um alojamento na cidade argentina de Esquel, na Patagônia, oferece vagas para quem aceitar trocar quatro horas diárias de trabalho por hospedagem gratuita. Publicada na plataforma Worldpackers, a proposta inclui até mesmo café da manhã durante toda a estadia.

Quem fechar a vaga também terá dois dias de folga por semana para explorar a região e os arredores da Patagônia. A colaboração soma 20 horas semanais, divididas em turnos diários de quatro horas dedicados à manutenção do espaço.

Como funciona a troca de trabalho por hospedagem

As tarefas envolvem a rotina do local: arrumar camas, limpar quartos e áreas comuns, cuidar dos banheiros, ajudar na cozinha e fazer serviços de jardinagem. O trabalho pode ser cumprido em dois turnos: das 10h às 14h ou das 11h30 às 15h30.

Fora desse período, o voluntário fica livre para aproveitar o restante do dia. A estadia mínima exigida é de 2 semanas, podendo se estender até um mês, e os candidatos precisam ter entre 20. E 40 anos, além de um domínio básico de espanhol ou inglês.

Vantagens extras além da hospedagem

Quem participa do programa tem acesso a cozinha equipada, serviço de lavanderia, bicicletas para circular pela cidade e internet de alta velocidade. O pacote também inclui descontos em restaurantes da região e em passeios oferecidos nos arredores de Esquel.

Para se candidatar, é preciso criar um perfil na Worldpackers, preencher o formulário de inscrição e aguardar a aprovação do anfitrião. A vaga está disponível nos próximos meses de 2026 e no início de 2027. Passagens, seguro viagem, deslocamento até o alojamento e gastos pessoais ficam por conta de cada voluntário — nenhum desses custos é coberto pelo programa.

Ameaça detectada

Com mais de 2 metros e mais de 100 kg: uma ameaça invasora foi detectada

Invasão já deixou de ser ocasional e se tornou permanente

07/10/2026 10h05

Imagem: Dieter Florian/Wikimedia Commons

Continue Lendo...

Uma espécie invasora de peixe está avançando pelo Baixo Guadalquivir e já apresenta sinais de reprodução na região. O siluro pode ultrapassar 2,5 metros de comprimento e pesar mais de 100 kg, além de ocupar diferentes ambientes e consumir uma ampla variedade de animais.

Pesquisadores da Estação Biológica de Doñana (EBD-CSIC) capturaram três exemplares juvenis na Rivera de Huelva, afluente conectado ao rio Guadalquivir. Os peixes tinham pouco mais de 30 centímetros e nasceram no ano anterior, indicando que a espécie não está apenas passando pelo local: ela já mantém uma população capaz de se reproduzir.

Uma expansão impulsionada pela ação humana

A presença do siluro na bacia do Guadalquivir é conhecida desde 2011, quando exemplares foram capturados no reservatório de Iznájar, no rio Genil. Em 2015, outros peixes começaram a aparecer na Rivera de Huelva, em uma área distante o suficiente para levantar a possibilidade de uma nova introdução feita por pessoas.

Desde então, os registros aumentaram e diferentes métodos de monitoramento apontaram para uma distribuição cada vez maior da espécie pelo trecho inferior do Guadalquivir. O avanço preocupa especialmente porque a reprodução local significa que a expansão já não depende exclusivamente da chegada de novos indivíduos.

O siluro chegou à Península Ibérica em 1974, quando juvenis foram soltos no reservatório de Mequinenza. A partir daí, sua presença se espalhou, em grande parte, devido à transferência deliberada de exemplares para estimular a pesca esportiva.

Um predador capaz de alterar o ambiente

O tamanho é apenas uma parte do problema. O siluro possui uma dieta bastante ampla e pode consumir crustáceos, peixes, aves e pequenos mamíferos. Suas populações também podem reunir indivíduos de diferentes dimensões, ampliando o conjunto de animais que ficam potencialmente expostos à predação.

Miguel Clavero, pesquisador principal do projeto CRAYMAP, afirma que o potencial da espécie para modificar os ecossistemas onde se instala é enorme. Em águas turvas, o peixe ainda conta com uma vantagem adicional para encontrar suas presas.

Nessas condições, o siluro consegue se orientar e localizar animais por meio das vibrações percebidas por suas barbilhas. A combinação entre tamanho, dieta diversificada e capacidade de adaptação aumenta a preocupação dos pesquisadores diante de sua expansão pelo rio.

Rivera de Huelva concentra preocupação

A região da Rivera de Huelva abaixo da barragem de El Gergal reúne condições especialmente importantes para peixes migradores. O local apresenta grande presença de enguias, incluindo uma parcela significativa de fêmeas com mais de 70 centímetros.

O ambiente também abriga lisas, camarões de rio e diferentes espécies de náiades. No passado, o sistema recebeu ainda lampreias, sábalos, sabogas e esturjões, espécies que podem ficar expostas, de maneira direta ou indireta, às alterações provocadas pela presença do novo predador.

A ameaça também avança em direção às áreas conectadas a Doñana. Análises de DNA ambiental detectaram o siluro em pontos do Baixo Guadalquivir próximos aos canais e correntes que fazem ligação com o espaço protegido.

Uma dessas detecções ocorreu em La Señuela, mais ao sul de Coria del Río. Para Sergio Bedmar, pesquisador da Estação Biológica de Doñana-CSIC, esse registro representou um dos sinais mais preocupantes de que a invasão já estava próxima das portas de Doñana.

O risco de chegada a Doñana

As características das próprias marismas de Doñana podem dificultar parcialmente a expansão do siluro. O ambiente passa por períodos de inundação e secagem, condição pouco favorável para um peixe que, quando cresce, necessita de áreas de água extensas e profundas.

O cenário muda durante períodos de chuvas intensas. Com mais água doce chegando ao Baixo Guadalquivir, a salinidade diminui e aumenta a conexão entre o rio e os ambientes aquáticos do parque.

Esse processo já permitiu anteriormente a entrada de outras espécies invasoras provenientes do Guadalquivir. Por isso, os pesquisadores consideram que a possibilidade de chegada do siluro ao espaço protegido precisa ser acompanhada de perto.

Reverter a situação se torna muito difícil depois que uma população se espalha por uma massa de água tão extensa quanto o Guadalquivir. A estratégia, portanto, é impedir novos deslocamentos feitos por pessoas, ampliar a detecção precoce e agir rapidamente caso exemplares sejam encontrados dentro de Doñana.

Para Clavero, deixar a invasão avançar pode tornar o problema impossível de controlar. A captura dos três juvenis na Rivera de Huelva mostra que o siluro já conta com uma população reprodutiva na região, tornando sua expansão uma ameaça que vai além de ocorrências isoladas.

De mudança

Aos 59, ela foi demitida e se mudou para onde o sol brilha 24 horas: "Saio para dançar às 2h"

O que parecia ser apenas uma mudança pragmática virou uma transformação radical

07/10/2026 09h48

Foto: Gustavo Fring/Pexels

Continue Lendo...

Aos 59 anos, May Lee perdeu o emprego como gerente de marketing e comunicações na HP e deixou Silicon Valley para aceitar um trabalho temporário em McMurdo, a maior estação de pesquisa antártica. O que parecia ser apenas uma mudança pragmática virou uma transformação radical: ela abandonou horários flexíveis e se adaptou a jornadas rígidas.

McMurdo tem temperaturas extremas e, no verão, o sol nunca se põe. A transição não foi fácil, acostumada à liberdade de Silicon Valley, ela precisou acordar às 6h30 todos os dias, enfrentar até 60 centímetros de neve e cumprir expediente até as 17h30, de segunda a sábado.

Seu trabalho consiste em controlar o inventário e manipular carga no armazém da estação, uma rotina que exigiu disciplina, mas que ela abraçou.

Como é a rotina de trabalho na Antártida

Ela acorda cedo e chega ao armazém às 7h30, depois de se preparar. Primeiro, busca o supervisor para saber as prioridades do dia. Em seguida, ajuda os colegas a encontrar itens no estoque e registra tudo no banco de dados da estação.

A estrutura é rígida, mas prática: o acesso é fácil, não há trânsito e tudo fica perto para se chegar a pé.

No início da temporada, grandes aviões carregam suprimentos para a base; conforme o gelo enfraquece, os voos passam a usar aeronaves menores. A alimentação também acompanha essas mudanças climáticas — no começo há ovos ilimitados, mas quando as temperaturas sobem, há restrições. Mesmo assim, ela elogia a variedade e a qualidade das refeições oferecidas pela cantina.

Vida social: festas e atividades 24 horas sob o sol

Após as 17h30, McMurdo se transforma, e a cantina vira o principal ponto de encontro — acesso limitado à internet incentiva que as pessoas se reúnam pessoalmente. Ela janta e conversa com colegas sobre o dia, integrada a uma comunidade que organiza atividades contínuas: desde artesanato e voluntariado na biblioteca até um programa de rádio que ela própria conduz.

Aos sábados, as discotecas funcionam até a madrugada aproveitando a luz solar permanente do verão antártico. May informou ao TN que sai para dançar às 2 da manhã e que parece de dia. Durante o festival de Ano Novo chamado Icestock, funcionários formam bandas e a música toma conta da base.

Ela costuma deitar perto da meia-noite nos dias de semana, exceto nos fins de semana.

Descanso e planos para voltar

O domingo é o único dia sem trabalho, e ela aproveita para dormir até tarde. Quase sempre chega tarde ao brunch desse dia, que oferece maior variedade de alimentos, incluindo queijos. Ela prepara seu programa de rádio e organiza a semana. Quando pode, assiste a conferências científicas que acontecem aos domingos no comedor principal — uma tradição em McMurdo.

Após sua primeira experiência em 2025, ela decidiu retornar à Antártida em 2026 com um novo desafio: trabalhar como engenheira de transmissões. A mudança que começou como fuga de uma demissão virou, para May, uma escolha genuína de vida.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).