Ciência

Café pela manhã reduz risco de morte, aponta estudo

A quantidade recomendada fica entre três e cinco xícaras por dia.

Beber café nas primeiras horas do dia está associado a menor risco de morte precoce e de doenças cardiovasculares, segundo pesquisas das associações de cardiologia da Europa e dos Estados Unidos. Para obter esse efeito, a quantidade recomendada fica entre três e cinco xícaras por dia. Os benefícios incluem menor probabilidade de AVC, insuficiência cardíaca e arritmias graves.

O horário em que a bebida é consumida parece ser tão importante quanto a quantidade. Tomá-la à tarde ou à noite pode atrapalhar o ritmo circadiano e os níveis de melatonina no organismo, segundo apuração do g1.

1. Redução de mortalidade geral e cardiovascular

Uma pesquisa com 40.725 adultos, acompanhados entre 1999 e 2018, mostrou que quem concentrou o consumo no período da manhã teve 16% menos chance de morrer por qualquer causa. Entre as mortes ligadas a problemas cardiovasculares, a queda chegou a 31%.

Já outro levantamento, que seguiu 131.821 pessoas por até 43 anos, encontrou relação entre tomar café regularmente e menor risco de demência. A proteção também apareceu entre quem consumia a versão descafeinada, o que indica que a cafeína não é a única responsável pelos efeitos positivos. Outros compostos presentes na bebida também parecem ter papel nisso, conforme apurou o g1.

2. Proteção metabólica e hepática

A bebida também aparece associada a menor risco de diabetes tipo 2 e a menos alterações em enzimas ligadas a lesões no fígado. Pessoas que bebem café com regularidade tendem a acumular menos gordura nesse órgão.

Doses concentradas de cafeína, como as encontradas em cápsulas ou em pó puro, podem provocar fibrilação ventricular e levar à morte súbita, alerta a American Heart Association. A versão tradicional da bebida, preparada e consumida com moderação, é segura para a maior parte dos adultos.

O momento da ingestão pode importar mais do que o volume total consumido ao longo do dia: tomar café pela manhã reduz mais o risco de morte do que distribuir o consumo pelas horas seguintes. Por isso, concentrar o consumo pela manhã pode ser o ajuste mais simples para reduzir o risco de morte.

Alerta ligado

Alerta para a Terra: expansão do Sol vai mudar para sempre o destino do nosso planeta

Estrela acabará se expandindo até atingir o estágio chamado de gigante vermelha

10/10/2026 18h00

Foto: Helton Rolim/Pexels

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Com o passar do tempo, a luminosidade do Sol crescerá, e a estrela acabará se expandindo até atingir o estágio chamado de gigante vermelha. Como consequência, a temperatura terrestre sofrerá mudanças intensas que colocarão em risco a manutenção da vida no planeta. Projeções mais precisas ajudam a estimar como esse ciclo natural das estrelas afetará especificamente o Sistema Solar.

Ao longo dos próximos bilhões de anos, a energia irradiada pelo Sol crescerá pouco a pouco, fazendo a superfície da Terra esquentar e desestabilizando o equilíbrio entre atmosfera e oceanos. O esgotamento do combustível nuclear no núcleo solar desencadeará mudanças em sua estrutura, fazendo a estrela se expandir e interferindo nas órbitas dos planetas próximos.

Quando chegar à fase de gigante vermelha, o Sol poderá alcançar as regiões ocupadas pelos planetas mais próximos, modificando a dinâmica orbital desses corpos.

Como a expansão solar afetará a Terra

Nesse estágio, o raio do Sol aumentará significativamente e poderá alcançar regiões hoje ocupadas pelos planetas mais próximos. A temperatura de sua superfície diminuirá, mas a luminosidade total crescerá, liberando energia que modificará as atmosferas e as superfícies dos corpos em órbita.

A permanência da Terra em órbita dependerá da relação entre a expansão solar e as mudanças na massa do Sol. À medida que perder massa, a estrela exercerá menos influência gravitacional, o que pode afastar as órbitas planetárias. Como esses dois fenômenos — perda de massa e expansão — acontecerão simultaneamente, será o equilíbrio entre eles que definirá o que acontecerá com a Terra.

Mesmo antes de o Sol chegar à fase de gigante vermelha, a energia solar crescente já será suficiente para evaporar os oceanos terrestres. O processo intensificará o efeito estufa: o vapor d'água acumulado na atmosfera deixará o planeta ainda mais quente, dissociará moléculas de água e permitirá que o hidrogênio escape para o espaço.

Como resultado, a quantidade de água disponível diminuirá progressivamente até desaparecer por completo.

 

Observações de outros mundos oferecem pistas

Cientistas estudam sistemas planetários distantes para compreender o que ocorre quando estrelas semelhantes ao Sol chegam aos estágios finais de sua vida. O Telescópio Espacial James Webb, fruto de uma colaboração internacional liderada pela NASA, permite investigar exoplanetas em órbita de estrelas em diferentes fases evolutivas. Esses dados oferecem referências valiosas para modelos do Sistema Solar.

A pesquisa examina fatores como distância inicial entre planeta e estrela, migração orbital e perda de massa estelar — variáveis que determinam quais corpos permanecerão em órbita após a transformação solar.

Dados sobre exoplanetas que resistem em órbitas externas, perda de massa em estrelas envelhecidas e radiação de remanescentes estelares alimentam os modelos científicos que projetam o futuro do nosso Sistema Solar.

Novo planeta?

Astrônomos fazem descoberta rara: planeta pode ter se formado a partir de uma estrela morta

É a primeira detecção desse tipo de corpo celeste

10/10/2026 17h15

Foto: Lucas Pezeta/Pexels

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Pesquisadores identificaram um planeta nunca antes visto em órbita de uma anã branca. É a primeira detecção desse tipo de corpo celeste ao redor desse remanescente estelar ultradenso.

Localizado a cerca de 250 anos-luz da Terra, próximo à constelação de Cetus, o planeta desafia o conhecimento convencional sobre formação planetária. Ele se originou não do disco primordial de poeira que rodeia estrelas jovens, mas dos resíduos expelidos durante a morte de sua estrela hospedeira.

O achado sugere que planetas podem nascer das cinzas estelares, o que justifica a comparação mitológica com a fênix. Jamie Williams, doutorando em astrofísica na Universidade de Warwick, descreveu o sistema como uma fênix cósmica: o planeta renasce dos destroços deixados pela morte da estrela hospedeira.

Depois de ela se transformar em anã branca, e a pesquisa foi publicada na revista Nature Astronomy.

Um mundo nascido de destroços estelares

O planeta é um gigante gasoso, possivelmente tão massivo quanto Júpiter, e orbita a anã branca a uma distância muito curta.

Ele completa uma volta ao redor da estrela em apenas 4,4 dias e está a 4% da distância que separa a Terra do Sol. Essa proximidade o coloca em uma zona de calor e radiação intensa, onde a atmosfera externa do planeta se evapora continuamente.

Sua composição química revela a origem singular: o planeta é rico em nióbio, cobre e zinco, elementos que estrelas moribundas expelem durante sua expansão final.

Essa assinatura química comprova que o corpo se formou a partir de um disco de detritos orbitando o cadáver estelar, não do material primitivo que alimenta a formação planetária tradicional.

Implicações para mundos de segunda geração

A descoberta traz novas informações sobre a população de planetas no cosmos. Alguns possíveis mundos de segunda geração — aqueles nascidos após a morte de sua estrela hospedeira — já haviam sido identificados na órbita de pulsares, um tipo raro de estrela de nêutrons.

Anãs brancas, porém, são mais abundantes que pulsares, e mais de 95% das estrelas da Via Láctea evoluirão para se tornar anãs brancas no futuro. Por isso, planetas de segunda geração podem ser mais comuns do que se suspeitava.

Embora este planeta recém-descoberto seja inóspito para a vida, Williams disse que um planeta rochoso de segunda geração, formado próximo o suficiente de uma anã branca. Poderia permanecer na zona habitável por bilhões de anos, à medida que a estrela esfria de maneira previsível.

Confirmação por múltiplos observatórios

Os pesquisadores analisaram dados de três telescópios orbitais: Hubble, Tess (Transiting Exoplanet Survey Satellite) e Fuse (Far Ultraviolet Spectroscopic Explorer). Eles pretendem usar o Telescópio Espacial James Webb para confirmar as conclusões e investigar as propriedades desse mundo singular. 

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