Uma mensagem escrita em maio de 1977 ficou enterrada por quase cinco décadas na areia do Deserto Ocidental do Egito, até ser encontrada pelo guia beduíno Suleiman Zidan. A garrafa de vidro, descoberta na região de Wadi Jadid, guardava um bilhete com informações que permitiriam rastrear seu autor ao longo dos anos.
Durante uma expedição para mapear antigas trilhas de caravanas, Suleiman avistou o recipiente semienterrado em uma elevação rochosa, perto de caixas de metal e de um tanque de água enferrujado.
Apesar de frágil, o papel ainda tinha partes essenciais legíveis: a data, o nome Tom Moran, a referência "Party 6305", a palavra "Avich" e um endereço em Bay Street e Malta.
A busca que atravessou continentes
Para investigar a descoberta, Suleiman pediu ajuda ao primo Ayman Zidan, parceiro frequente nas expedições pelo deserto. Ayman fotografou o bilhete e o encaminhou ao jornal Times of Malta, levando o achado a uma investigação que atravessaria fronteiras e décadas de silêncio. A publicação do achado no jornal maltês reabriu pistas perdidas havia quase meio século.
A divulgação permitiu ligar o pequeno papel encontrado na areia à família de quem o havia deixado ali. A mensagem, colocada em uma garrafa em um momento específico da vida de Tom Moran, viajou muito mais longe no tempo do que ele jamais imaginou.


