Curiosidades

Homem usou pedra de 10 kg como batente e 30 anos depois descobriu que era um meteorito de R$ 500 mil

Durante anos, a história pareceu apenas uma lenda familiar.

Um fazendeiro de Michigan, nos Estados Unidos, usou por três décadas uma pedra de mais de 10 quilos como batente de porta, sem imaginar o valor daquele objeto. Após um exame especializado, descobriu que se tratava de um meteorito avaliado em mais de 100 mil dólares.

Em 1988, quando a propriedade mudou de dono, a pedra permaneceu entre os bens da propriedade, já posicionada sob a porta de um galpão. Contaram a ele que, segundo um antigo relato da família anterior, o objeto teria caído do céu, mas ninguém havia investigado cientificamente sua origem.

Da curiosidade ao exame oficial

Durante anos, a história pareceu apenas uma lenda familiar transmitida entre os moradores da propriedade. O homem continuou usando a rocha no dia a dia e chegou a deixar que os filhos a levassem à escola para mostrá-la aos colegas.

A história ganhou novo impulso em 2018, quando a queda de outro meteorito em Michigan chamou atenção para esse tipo de achado. Por causa da repercussão, ele decidiu levar a pedra à Central Michigan University para uma análise detalhada.

O que os exames revelaram

A geóloga Mona Sirbescu identificou traços incomuns no material e, após testes mais aprofundados, constatou que ele era composto por 88,5% de ferro e 11,5% de níquel. Uma amostra foi então enviada ao Instituto Smithsoniano, que confirmou que se tratava de um meteorito autêntico.

Com 10,22 quilos e dimensões de 17 por 20 por 23 centímetros, o meteorito ficou entre os maiores já registrados no estado. Por seu alto teor de ferro e níquel, foi classificado como um meteorito de ferro do grupo IIIAB.

Em 2019, a peça recebeu reconhecimento oficial com o nome de Edmore, batizada em homenagem à localidade de Michigan onde ficou guardada por tanto tempo. Depois de servir por 30 anos para manter uma porta aberta, a pedra se transformou em uma peça científica avaliada em seis dígitos.

Negócio milionário

Steven Spielberg quer R$ 150 milhões por rancho que comprou por menos de R$ 30 milhões

Local é conhecido como Dogwood.

08/10/2026 13h56

(Lia Toby Getty Images)

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Steven Spielberg adquiriu em 1999 um rancho de 2,8 acres em Sullivan Canyon, em Los Angeles, com o objetivo de criar um espaço privado para cavalos e acessar as trilhas equestres das montanhas de Santa Mônica. O diretor de Jurassic Park pagou US$ 5,75 milhões pela propriedade. Quase três décadas depois, o local, conhecido como Dogwood, voltou ao mercado.

Spielberg e sua esposa, a atriz Kate Capshaw, pedem agora US$ 29,9 milhões pela propriedade. A diferença entre os valores de compra e venda não corresponde a lucro: reformas, manutenção e outros custos operacionais consumiram parte dos recursos ao longo dos anos.

O projeto ambicioso que não saiu do papel

Quando adquiriu o terreno, Spielberg planejava transformá-lo em um centro equestre de grande escala, com uma pista coberta de 27 mil pés quadrados, distribuída em cinco níveis e com teto abobadado retrátil. O projeto também previa estábulos subterrâneos, uma casa para hóspedes e uma guarita de segurança de três andares. O custo estimado superava US$ 7 milhões.

A ambição do projeto gerou resistência entre vizinhos de Sullivan Canyon. Em janeiro de 2001, após a polêmica, Spielberg retirou a solicitação de permissões e seus representantes informaram que analisariam as preocupações dos residentes antes de prosseguir.

Meses depois, Spielberg redimensionou o projeto. Em vez da estrutura coberta, o plano passou a prever uma pista externa para monta e eliminou os elementos maiores que haviam despertado objeções.

As instalações atuais do rancho

O resultado mantém os cavalos como foco principal da propriedade. A residência principal possui sete dormitórios, 9,5 banheiros, cozinha equipada, lareiras, sala multimídia e adega, ocupando cerca de 6.219 pés quadrados com pisos de nogueira e detalhes em madeira.

As instalações equestres incluem um estábulo com seis baias, áreas de limpeza, cozinha para preparar a alimentação dos animais e depósitos. Acima dessa estrutura fica uma pista coberta de aproximadamente 20 mil pés quadrados (cerca de 1.860 metros quadrados), com plataforma de observação e parede espelhada para treinos de salto e adestramento.

Um segundo estábulo com quatro baias ocupa cerca de 5.400 pés quadrados. O rancho também tem uma casa de hóspedes independente, com um dormitório, cozinha, terraço e áreas de escritório e armazenamento.

Direitos dos animais

Espanha aprova lei que proíbe manter animais de estimação em terraços e varandas

A única exceção ocorre quando um veterinário indicar.

08/10/2026 13h22

Foto: Marco Biribò/Pexels

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A legislação espanhola proíbe manter animais de estimação presos a um ponto fixo, dia e noite. A Ley 7/2023, de proteção dos direitos e do bem-estar dos animais, veta o uso de correntes, cordas, coleiras ou qualquer dispositivo que limite a mobilidade de um animal mantido sempre no mesmo lugar.

O artigo 25 da norma proíbe qualquer mecanismo criado para restringir ou impedir o deslocamento de um animal preso a um ponto fixo.

A lei também proíbe que cães e gatos permaneçam habitualmente em terraços. A restrição vale ainda para varandas, telhados, depósitos, porões e veículos. A única exceção ocorre quando um veterinário indicar a permanência nesses locais por razões ligadas ao bem-estar do próprio animal.

Limites de tempo sem supervisão

A legislação também estabelece por quanto tempo um animal pode ficar sozinho. Cães não podem passar mais de 24 horas seguidas sem a presença de quem cuida deles. Para os demais animais de companhia, o limite geral é de três dias, com variações conforme a espécie.

A lei também proíbe deixar animais soltos ou amarrados em espaços públicos sem alguém por perto. O objetivo dessas regras é impedir que passem longos períodos sem comida, água ou atenção básica. A norma atribui diretamente a quem é responsável pelos animais a falha de deixá-los nessa condição.

Dever de quem tem um pet em casa

A Ley 7/2023 não se resume a proibições: ela também impõe obrigações a donos de cães, gatos e outros bichos de estimação. Garantir higiene, alimentação e espaço adequado para circular faz parte do que se espera de quem decide ter um animal.

A lei combate o abandono e os maus-tratos e incentiva a posse responsável. Ela reconhece os animais como seres capazes de sentir, princípio que sustenta as regras sobre liberdade de movimento e tempo de supervisão.

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