O presidente americano Donald Trump autorizou a execução de Nidal Hasan por pelotão de fuzilamento. Condenado à morte pelo ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, o ex-major do Exército dos Estados Unidos matou 13 soldados e deixou outros 32 feridos.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum militar americano havia sido executado por ordem federal. Hasan será o primeiro, e o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou a decisão nesta segunda-feira (6).
Segundo Parnell, a recomendação para a execução veio do secretário de Defesa, Pete Hegseth. Até o momento, não foram revelados a data, o horário nem o local do fuzilamento.
O julgamento e a condenação de Hasan
Hasan, que era psiquiatra do Exército à época, abriu fogo contra soldados desarmados em Fort Hood em 5 de novembro de 2009.
Condenado em tribunal militar, Hasan está no corredor da morte das Forças Armadas dos EUA desde 2013. Durante o julgamento, ele assumiu a autoria dos disparos e pediu desculpas por "quaisquer erros" cometidos. Em sua defesa, alegou que agia para proteger muçulmanos e o Talibã do Afeganistão.
A legislação militar americana exige autorização presidencial para que qualquer sentença de morte seja cumprida. Revisão de apelação e análise sobre a legalidade da pena são etapas obrigatórias antes do fuzilamento — e, no caso de Hasan, ambas já foram concluídas.
Como a pena capital militar voltou a valer
Rara no sistema de Justiça americano, a pena de morte para militares foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Apelações das Forças Armadas dos EUA em 1983. Um ano depois, o então presidente Ronald Reagan restabeleceu a punição em uma ordem presidencial.
As execuções militares seguem regras distintas das execuções estaduais, hoje permitidas em 27 estados americanos. O método do fuzilamento voltou a ser usado nos Estados Unidos em 2025, quando a Carolina do Sul realizou a primeira execução por pelotão em 15 anos. Cinco estados autorizam a execução por pelotão: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Utah e Carolina do Sul.
Nova política de execuções do governo
Trump reativou a pena capital federal logo no início do mandato, ao reverter a suspensão imposta pelo governo de Joe Biden por meio do Departamento de Justiça. O texto da ordem executiva classifica a pena de morte como ferramenta essencial para deter e punir quem comete os crimes mais hediondos contra cidadãos americanos.



