Suspenso desde 2019, o horário de verão voltou a ser discutido dentro do Governo Federal, mas sem uma definição concreta sobre seu retorno. O tema ganhou força após boatos circularem nas redes sociais de que a medida seria restabelecida.
Em resposta, o Ministério de Minas e Energia (MME) esclareceu que a questão segue em análise constante, mas que não há decisão no momento. O MME destacou que as atuais condições dos reservatórios são consideradas favoráveis.
Segundo a Pasta, eles vêm apresentando evolução dentro da normalidade ao longo do período seco, deixando o Sistema Interligado Nacional em situação mais estável do que no ano passado. Estudos feitos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico apontam que, até 2026, há plena capacidade de atendimento da demanda energética, afastando a necessidade imediata da retomada do horário de verão.
Contexto da suspensão e cenário atual
A decisão de suspender o horário de verão em 2019 foi justificada pela mudança no perfil de consumo de energia dos brasileiros. Durante anos, a medida foi vista como estratégia para reduzir o pico de uso no início da noite.
No entanto, estudos mostraram que, com o aumento do uso de equipamentos e ar-condicionado no período da tarde, os resultados da economia energética ficaram limitados, o que enfraqueceu a razão de manter o ajuste dos relógios.
Apesar disso, o tema continua em debate por causa de seus impactos em diferentes setores. O turismo e o comércio, por exemplo, defendem que o horário de verão traz vantagens ao ampliar o tempo de atividades no fim do dia. Por outro lado, especialistas em energia ressaltam que a decisão deve se basear em dados técnicos e não em demandas específicas de mercado.





