O caráter é uma combinação de aprendizados ligados as regras de conduta moral que rodeiam a sociedade. Esse conceito é relacionado ao desenvolvimento moral e ético de cada pessoa podendo mudar de acordo com a cultura em que ele está inserido, segundo o professor da Faculdade de Psicologia da PUCRS, Ricardo Wainer.
“O caráter é parte da personalidade, majoritariamente desenvolvido por meio da experiência e aprendizagem. Seriam valores em ação ligados ao significar as consequências das nossas experiências no mundo”, diz a mestre em psicologia e docente na UFMG, Marcela Mansur Alves.
Ou seja, caráter é tudo que contém nas reações morais em contextos interpessoais, nossas regras de convivência e respeito aos outros. “São as características que foram aprendidas ao longo da vida, podendo demarcar o caminho do sujeito”, disse Alves.
Confira sinais que indicam a ausência de caráter em um ser humano
1 – Ser mal-educado
Devido à falta de inteligência emocional, algumas pessoas entendem o ato de pedir desculpas ou agradecer como uma forma de submissão ou enxergam como uma culpa ou dependência do outro.
2 – Ser um indivíduo indiferente com crianças e animais
Crianças e animais despertam os bons sentimentos nas pessoas. Não desenvolver sentimentos por eles ou o contrário disso se torna um indício de psicopatia, porém não dá para afirmar como um fator isolado, de acordo com o psiquiatra pelo HC-FMUSP, Eduardo Perin, é normal algumas pessoas não gostarem de animais ou crianças.
3 – Pensar apenas em si mesmo
Pode acontecer por meio de um superior que desqualifica e machuca seus subordinados, uma “amiga” que faz chantagem ou é interesseira, um motorista perigoso que não pensa nos passageiros, tudo isso pode ser um sinal de falta de caráter.
4 – Mentir com frequência
Se for de proposito, pode ser um sinal de mitomania e quadros como transtorno de personalidade antissocial, psicopatia, sociopatia, mas isso não é uma regra.
5 – Agir com desonestidade
Há alguns sinais de alerta que indicam a falta de honestidade e até humildade. “É importante interpretá-los com cautela”, diz a psicóloga da Universidade de Kassel, na Alemanha, Nina Reinhardt.





