A vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan não deve ser aplicada em gestantes, lactantes e puérperas que estejam amamentando. A restrição ocorre porque o imunizante, aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não foi testado nesses grupos, o que impede a confirmação de sua segurança durante a gestação e o período de amamentação.
A Butantan-DV recebeu autorização para uso no fim de 2025 e passou a integrar o Programa Nacional de Imunizações. A vacinação começou em janeiro de 2026 por meio de um projeto implementado em cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Ceará. Inicialmente, a aprovação contemplou pessoas entre 12 e 59 anos.

Segundo autoridades de saúde, a contraindicação para grávidas segue uma prática comum aplicada a vacinas atenuadas. Caso uma gestante receba a dose por engano, a recomendação é comunicar imediatamente a unidade de saúde responsável pela aplicação para que o caso seja oficialmente registrado e acompanhado durante o pré-natal e após o nascimento do bebê.
Vacina da Butantan não é indicada para certos grupos
A mesma orientação vale para lactantes e puérperas que estejam amamentando. Nesses casos, a preocupação teórica está relacionada à possibilidade de transmissão do vírus vacinal ao bebê por meio do leite materno. Para mulheres que já tiveram filhos, mas não estão amamentando, a contraindicação não se aplica.
Pessoas vacinadaspor engano durante a gestação ou amamentação devem procurar uma unidade de saúde e também entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor do Instituto Butantan. O acompanhamento inclui monitoramento periódico da saúde da mãe durante a gravidez e até 60 dias após o nascimento da criança. Profissionais de saúde também têm a obrigação de registrar essas ocorrências, permitindo que as autoridades sanitárias acompanhem os casos.




