Nas últimas semanas, o retorno do Horário de Verão tornou-se pauta nas redes sociais, gerando grande comoção. Porém, com a finalidade de evitar a disseminação de fake news, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou, em nota, que o assunto está sendo debatido internamente pela pasta, mas que não há definição sobre a prática entrar em vigência.
Suspenso desde 2019, o Horário de Verão permanece em “avaliação permanente” pelos órgãos competentes, mas, de acordo com o Governo Federal, sua retomada não é necessária no contexto atual do setor elétrico. Sobretudo, as condições dos reservatórios são favoráveis, evoluindo dentro da normalidade ao longo do período seco, deixando o Sistema Interligado Nacional em situação melhor que no ano passado.
“Estudos até fevereiro de 2026 confirmam o pleno atendimento de energia, conforme foi destacado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) realizada no dia 10 de setembro”, explicou o Ministério de Minas e Energia sobre a motivação para não dar seguimento ao retorno da prática.
De modo geral, a façanha foi banida após estudos do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) mostrarem que a política deixou de trazer ganhos significativos de economia de energia. Isso porque a mudança nos hábitos da população alterou o perfil de consumo, com o pico de demanda passando a ocorrer principalmente à tarde.
Como funcionava o Horário de Verão?
Criado para reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando melhor a luz natural, o Horário de Verão perdeu eficácia nos últimos anos, mas foi de extrema importância para a população. De acordo com o Decreto nº 6.558/2008, modificado em 2017, o método entrava em vigor no primeiro domingo de novembro e terminava no terceiro domingo de fevereiro, com o adiantamento dos relógios em uma hora.





