Tomar café da manhã é uma prática comum, mas a hora em que isso acontece pode ter implicações significativas para a saúde. Estudos de crononutrição indicam que consumir café após as 9h da manhã pode estar associado a riscos elevados de resistência à insulina e alterações na regulação da glicose.
Riscos Associados ao Café Tarde
De acordo com especialistas, o corpo humano é mais sensível à insulina nas primeiras horas do dia. Ignorar essa janela de sensibilidade pode desorganizar o ritmo circadiano e gerar estresse metabólico. Além disso, quem atrasa a primeira refeição tende a concentrar a ingestão calórica no final do dia, o que está ligado ao aumento de peso, inflamação e desregulação hormonal. Esses fatores podem favorecer o desenvolvimento de diabetes.
“Isso não significa que todo café da manhã tardio será prejudicial. No entanto, para pessoas com tendência à hipoglicemia, histórico familiar de diabetes ou resistência à insulina, atrasar a alimentação pela manhã pode agravar a situação”, explica o especialista Loyola.
Consequências do Desalinhamento do Ritmo Circadiano
Tomar café da manhã tarde pode resultar em um desalinhamento do ritmo circadiano, aumentando o risco de obesidade, diabetes, hipertensão e outras doenças metabólicas, incluindo doenças cardiovasculares. A relação entre a hora da refeição e a saúde é complexa e merece atenção.
Jejum Intermitente e Perda de Massa Magra
Embora o jejum intermitente tenha se popularizado como uma estratégia para emagrecimento, estudos indicam que essa prática pode levar a uma perda significativa de massa magra, o que não é ideal para um emagrecimento saudável.
Uma pesquisa publicada em 2020 na “Jama International Medicine” revelou que, apesar da perda de peso, a maior parte do volume perdido era de massa magra, não de gordura.
Outro estudo da Universidade de São Paulo (USP) corroborou esses achados, mostrando que ratos em jejum intermitente perderam peso, mas aumentaram a reserva de gordura, além de sobrecarregar o pâncreas a longo prazo.





