Diante da importância dos combustíveis para a rotatividade social e econômica dos países, encontrar um poço de petróleo sem equipamentos apropriados pode parecer uma tarefa difícil, mas não impossível. Isso porque o agricultor Sidrônio Moreira pode ter achado um poço de combustível fóssil em sua propriedade, no município de Tabuleiro do Norte (CE).
Segundo o brasileiro, foi realizado um empréstimo de R$ 15 mil para que o processo de perfuração do solo fosse efetuado. No entanto, a ideia do agricultor era ter acesso à água e não a um dos produtos mais cobiçados do mercado mundial. O líquido encontrado assemelha-se ao combustível, mas a Agência Nacional do Petróleo (ANP) segue investigando o caso.
A descoberta somente foi possível devido à falta de água encanada na residência onde a família vive, na localidade de Sítio Santo Estevão. Para abastecer a propriedade ao longo do ano, o proprietário costumava contatar carros-pipa. A descoberta do petróleo foi registrada em novembro de 2024, com o auxílio do empréstimo e de algumas economias para pagar a perfuração.
A primeira tentativa em busca de água gerou uma escavação de quase 40 metros, mas sem sucesso. Após a frustração inicial com o primeiro poço, a família chegou a furar uma segunda área, mais rasa. Porém, também não encontrou o que desejava. Por fim, algumas semanas depois, Sidrônio voltou a mexer no local, descobrindo o que pode ser um verdadeiro tesouro no solo.
Investigações sobre o petróleo são iniciadas
Com a descoberta, em junho de 2025, o filho de Sidrônio, o gerente de vendas Saullo Moreira, procurou a equipe do Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Tabuleiro do Norte em busca de orientação. Em resumo, os testes laboratoriais apontaram que a amostra do líquido encontrada tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha, no Rio Grande do Norte.
Contudo, a confirmação oficial só pode ser feita por um laboratório credenciado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Depois da descoberta de uma possível jazida de petróleo e a notificação da ANP, o órgão deve iniciar uma série de procedimentos para averiguar as condições da área, como o subsolo, o tamanho do poço e a composição química do líquido. Enquanto isso, a família segue sem água na propriedade.
“O que a gente queria era água, né? O que a gente queria era solucionar o problema da água lá, até porque meu pai já é idoso e gosta de criar esses animais. Hoje, eu queria que, se fosse petróleo, a gente resolvesse o mais rápido possível para ele ter essa forma de renda extra e, aí sim, se tiver uma forma de renda extra, ele conseguir, de alguma forma, levar a água, nem que seja mais próximo”, disse Saullo.





