Dono da 5ª maior economia do mundo em termos de PIB nominal, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Alemanha e Índia, o Japão movimentou cerca de 4,3 trilhões de dólares (cerca de R$ 22 trilhões na cotação atual) em 2025, de acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional. Apesar de viver um grande momento no ponto de vista econômico, o governo japonês se preocupa quando o assunto é petróleo.
Na última segunda-feira (2), a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou ao Parlamento que o país asiático possui reservas de petróleo suficientes para apenas 252 dias de consumo. A declaração ocorreu diante do contexto do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica para o abastecimento energético do Japão.
O fechamento do Estreito de Ormuz ocorreu em retaliação ao ataque militar sofrida pelo Irã dos Estados Unidos e de Israel, iniciado no último sábado (28). Apesar de não terem 100% do domínio do estreito, os iranianos controlam grande parte da costa e das águas territoriais no lado norte. A região marítima entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico é a via de transporte de 20% a 30% de todo o petróleo global, o que inclui o Japão.
Japão pode enfrentar crise com petróleo neste ano
“Garantiremos um fornecimento estável de energia ao nosso país. As medidas necessárias serão tomadas prontamente”, afirmou a primeira-ministra do Japão, destacando que vai adotar as medidas necessárias para que o país não sofra tanto as consequências do conflito militar.
Além do Japão, outros países estão sendo “atingidos” pelo conflito no que diz respeito ao petróleo. Nações como Qatar, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que dependem da rota para escoar a produção de petróleo, estão sendo alvos de ataques de retaliação do Irã e já enfrentam dificuldades econômicas e políticas.





