O uso de papel manteiga é comum na preparação de alimentos, mas uma recente investigação da revista alemã ÖKO-TEST apontou que nem todos os produtos disponíveis no mercado são totalmente seguros.
A análise avaliou 19 tipos de papel manteiga vendidos na Europa, com foco em resíduos de substâncias químicas que podem permanecer após o processo de fabricação, incluindo silicones, compostos do grupo PFAS e outros aditivos. Esses elementos são aplicados para evitar que os alimentos grudem e para aumentar a resistência ao calor, mas alguns deles podem representar risco à saúde se presentes em excesso.
A checagem incluiu a avaliação de metais pesados, 1,3-DCP, 3-MCPD e conservantes, além da análise das embalagens, origem das fibras, selos de certificação e limites de temperatura recomendados.
Na maior parte dos casos, os papéis manteiga testados se mostraram seguros, com composição estável e sem indícios de substâncias nocivas. Para quem utiliza o produto com frequência, isso garante que o uso diário não oferece riscos significativos, desde que as instruções de uso sejam seguidas.

Substância nociva encontrada em um produto
Apesar da maioria dos produtos ser segura, um item específico chamou atenção: o papel manteiga K-Classic, da rede Kaufland, apresentou álcool fluorotelomérico (6:2-FTOH), um composto do grupo PFAS.
Essa substância é conhecida pela persistência no ambiente e, segundo critérios da União Europeia, exposições frequentes podem afetar dentes e ossos. Alguns papéis manteiga podem conter compostos que não são detectáveis pelo consumidor e que se acumulam ao longo do tempo, embora a comercialização do produto em questão não atinja o Brasil.





