A Amazônia corresponde à maior floresta tropical do mundo, sendo conhecida por apresentar uma imensa biodiversidade. Nas instituições de ensino brasileiras, os professores enraizaram que a região é considerada o “pulmão da Terra” devido à grande concentração de oxigênio, gás essencial para a manutenção da vida humana. No entanto, pesquisas recentes demonstraram que a afirmação entra em contradição.
Conforme avaliações de cientistas, para ser considerado um “pulmão”, é necessário produzir oxigênio em larga escala e disponibilizá-lo aos demais seres vivos na mesma proporção. Diante da definição em questão, o local que mais se enquadra no conceito é o oceano, mas especificamente quando falamos dos fitoplânctons.
A título de conhecimento, esses seres correspondem a organismos microscópicos fotossintetizantes, formados por algas e cianobactérias que flutuam na superfície de ambientes aquáticos. Eles formam a base das cadeias alimentares marinhas, principalmente por produzirem mais da metade do oxigênio do planeta através da fotossíntese, o que os torna imprescindíveis para a vida aquática e terrestre.
De forma prática, os fitoplânctons são encontrados na superfície dos oceanos e são capazes de produzir aproximadamente entre 50% e 70% de todo o oxigênio que reside na atmosfera terrestre. Por estarem dispostos em quase todos os mares do planeta, sua distribuição gasosa faz com que o ecossistema respire e mantenha o equilíbrio ecológico.
Mas por qual motivo a Amazônia perdeu o “prestígio”?
O protagonismo da Amazônia foi removido devido ao processo de como a fotossíntese ocorre. Em outras palavras, devido à abundância da vegetação na região amazônica, o oxigênio produzido na região é automaticamente consumido por outras plantas, fungos e demais organismos da floresta. Dessa forma, não sobra gás em alta quantidade para ser entregue ao planeta.
Na análise dos cientistas, a elevada concentração de oxigênio produzido na floresta colocou no subconsciente das pessoas que a Amazônia é o real “pulmão” da Terra. Contudo, mesmo que o status tenha sido realocado aos oceanos, a região não deixa de ser importante para manter o equilíbrio do ecossistema.





