Após décadas sem qualquer registro confirmado, um pequeno mamífero do continente africano considerado desaparecido voltou a surpreender cientistas. O Sengi-somali foi redescoberto durante uma expedição científica realizada em 2020, encerrando um período de mais de 50 anos sem observações oficiais do animal na natureza.
A espécie não era documentada por pesquisadores desde o ano de 1968, o que levou muitos especialistas a acreditar que poderia ter sido extinta. A redescoberta ocorreu em áreas desérticas e rochosas de Djibouti, país onde cientistas instalaram armadilhas com iscas para estudar pequenos mamíferos que habitam a região.

Para a surpresa da equipe, os primeiros exemplares apareceram rapidamente nas armadilhas montadas durante a expedição. Ao longo das pesquisas, vários indivíduos foram registrados, confirmando que a espécie continua viva e adaptada ao ambiente local. O achado foi considerado um dos casos mais relevantes de redescoberta de animais nas últimas décadas pela ciência.
Animal considerado extinto volta a ser observado na África
O sengi-somali mede cerca de 20 centímetros e chama atenção pelo focinho longo e flexível, que lembra uma pequena tromba. Esse formato ajuda o animal a capturar insetos, base principal de sua alimentação. Ágil e rápido, ele também consegue correr com grande velocidade para escapar de predadores em seu habitat natural.
Apesar de sua aparência semelhante a de um rato, o sengi não pertence ao grupo dos roedores. Ele faz parte de uma família de mamíferos conhecida como sengis, que possui uma relação evolutiva distante com animais muito maiores, como o elefante. A redescoberta reacendeu o interesse científico pela região e reforçou a importância de pesquisas de campo para proteger espécies raras antes que realmente desapareçam.





