Depois de encerrar algumas operações em lojas na Argentina, a Starbucks decidiu investir pesado na abertura de 30 novas unidades no Brasil em 2026. Reconhecendo a popularidade da cafeteria no país sul-americano e a ampla demanda nas mais diversas regiões, a rede irá incluir outro formato de loja, focado em conveniência e ocasiões de consumo, novo cardápio com refeições e investimento em baristas.
O planejamento da empresa é ampliar sua operação no Brasil em 27% com relação às 112 lojas que já estão em funcionamento. De acordo com a presidente da Starbucks, Mariane Wiederkehr, em entrevista cedida à Bloomberg Línea, a prioridade do novo acordo é depositada na logística e tecnologia, que tendem a ajudar a mitigar a pressão de custos sobre o seu principal insumo.

Para uma melhor compreensão acerca da expansão das lojas, a rede de cafeteria atingiu 90% de NPS (índice de satisfação do cliente) em novembro, número considerado excepcional para o varejo. A fim de manter a mesma sinergia com os frequentadores das unidades, novos projetos tendem a ofertar experiências mais prazerosas.
“Serão 30 novas lojas, 80% em São Paulo. O restante em Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre. Lançamos pela primeira vez uma plataforma de café brasileiro: pingado, média, cafezinho. Em janeiro e fevereiro de 2026, mudaremos 100% do menu de comida com adaptação ao paladar brasileiro”, explicou Wiederkehr.
Projeções para as instalações no Brasil
Apesar de o plano de expansão ter sido iniciado em 2025, a presença no Brasil está longe de assumir o protagonismo. Isso porque o México é o país com o maior número de operações na América Latina, correspondendo a 900 lojas. Contudo, o Starbucks deseja realocar as atenções em solo brasileiro, mesmo que o projeto seja vagaroso.
“Esse é o nosso sonho [dar destaque ao Brasil]. Mas faremos equilibrando velocidade e consistência operacional. O desafio é aumentar a conveniência, sermos mais presentes no dia a dia do brasileiro. Todas as lojas são próprias. Operamos 100%. Globalmente há licenciamento, mas não franquia tradicional. Isso dá controle operacional e qualidade. Controlar a operação e cuidar da relação com o cliente é fundamental”, finalizou a presidente.





