A legislação previdenciária do Brasil prevê um benefício adicional para aposentados que enfrentam limitações graves de saúde e precisam de ajuda constante no dia a dia. Trata-se do chamado auxílio-acompanhante, um acréscimo de 25% concedido a segurados que recebem aposentadoria por incapacidade permanente paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Atualmente, o valor mínimo pago aos aposentados acompanha o salário mínimo nacional, que neste ano de 2026 está fixado em R$ 1.612. No entanto, quando o segurado comprova que necessita de assistência permanente de outra pessoa para realizar tarefas básicas, o benefício pode ser ampliado com esse adicional.
Na prática, o aumento funciona da seguinte forma: quem recebe o piso de R$ 1.612 pode ter um acréscimo de cerca de R$ 403, correspondente aos 25% adicionais. Com isso, o valor mensal pago ao aposentado pode chegar a aproximadamente R$ 2.015, dependendo da situação de cada pessoa.
INSS paga valor extra a certos aposentados
O adicional é destinado a casos em que o segurado precisa de apoio constante para atividades simples, como se alimentar, tomar banho, vestir roupas ou se locomover dentro de casa. Situações envolvendo doenças graves, cegueira total, limitações motoras severas ou condições neurológicas que exigem acompanhamento permanente podem justificar a concessão do benefício.
Para solicitar o auxílio, o pedido deve ser feito por meio da plataforma Meu INSS. O segurado precisa apresentar laudos e documentos médicos que comprovem a necessidade de assistência. Após a solicitação, o instituto agenda uma perícia médica para avaliar se o aposentado se enquadra nos critérios. Quando aprovado, o valor extra passa a ser pago junto com a aposentadoria e também é considerado no cálculo do 13º salário.





