Os astronautas da missão Shenzhou-20 enfrentaram um desafio inesperado quando rachaduras foram detectadas na janela da cápsula de retorno, um dia antes do previsto para a volta à Terra.
A missão, que tinha seu retorno agendado para 5 de novembro de 2025, foi afetada por essa anomalia, levando os astronautas a acionar protocolos de segurança e a adiar a reentrada. A descoberta do dano ocorreu durante as verificações finais realizadas pelo comandante Chen Dong.
Inicialmente, ele suspeitou que fosse uma pequena folha presa na janela, mas após uma inspeção mais detalhada, utilizando um microscópio com aumento de 40 vezes, confirmou a presença de rachaduras. A análise indicou que detritos espaciais podem ter causado o dano, levando à necessidade de um plano de ação emergencial.

Ação Emergencial e Lançamento da Shenzhou-22
Em resposta à situação, a Agência Espacial Tripulada da China organizou o lançamento da Shenzhou-22, uma espaçonave não tripulada, em 25 de novembro de 2025. Esta nave foi equipada com suprimentos e dispositivos para reparar a janela danificada.
A tripulação da Shenzhou-20, composta por Chen Dong, Chen Zhongrui e Wang Jie, foi então redirecionada para retornar à Terra na Shenzhou-21, considerada uma alternativa segura. A Shenzhou-20, sem tripulação, pousou em 19 de janeiro de 2026, sob condições climáticas severas na Região Autônoma da Mongólia Interior.
As equipes de busca enfrentaram temperaturas congelantes e ventos fortes, sendo a primeira recuperação realizada nessa estação do ano. A cápsula estava intacta após a reentrada, e os itens internos também se mantiveram em boas condições.
A situação da Shenzhou-20 foi comparada com o caso da cápsula Starliner, da Boeing, que também enfrentou problemas de reentrada. Especialistas apontaram que a resposta rápida da China ao lançar uma espaçonave reserva em poucas semanas demonstrou uma boa capacidade de resposta.





