No último domingo (4), os moradores de Balneário Barra Sul, em Santa Catarina, foram surpreendidos com o avanço do mar, atingindo aproximadamente 70 residências. Diante da situação alarmante, a Defesa Civil iniciou o protocolo de monitoramento permanente das áreas costeiras. Por estar em estado de emergência, o município pode encarar novos desdobramentos.
Conforme a avaliação do técnico Leonardo Guimarães Pupo Silveira, o movimento natural das ondas do mar é enquadrado como atípico para a época do ano. O problema maior é que os impactos da ressaca não são restritos somente a Balneário Barra Sul. As áreas atingidas englobam ainda São Francisco do Sul, Itapoá e Barra Velha.

“No momento, não há previsão de ocorrências climáticas nos próximos dias, principalmente na questão de erosão costeira. Apesar da maré bem alta, a gente não tem previsão de erosão ou outra ressaca, até porque elas são bem atípicas nessa fase do ano. Normalmente, as ressacas acontecem mais no meio, por julho, agosto, setembro”, relata o técnico.
Para uma melhor compreensão do problema, a elevação do nível do mar está escalando devido ao processo acelerado do aquecimento global. Como consequência das ações do homem, hoje, regiões que eram consideradas seguras estão em estado de alerta. Por outro lado, a tendência é de que eventos como esse sejam recorrentes ao decorrer dos anos.
O que os moradores da região podem esperar?
Apesar da preocupação derivada da ação do mar, a Defesa Civil e a Prefeitura informaram que estão atuando em conjunto para buscar alternativas que reduzam os impactos de novos episódios. A questão central é que características naturais e ocupação urbana em regiões costeiras contribuem para o agravamento dos danos, ou seja, causam ressacas mais intensas.
“Estamos trabalhando para conter o avanço do mar, estudando, principalmente, novas possibilidades, talvez espigões, engordamento de orla e reconstituição de restinga. Hoje, a nossa equipe técnica está focando em várias possibilidades para ver o que a gente consegue fazer para amenizar essa possibilidade”, destacou Leonardo Guimarães Pupo Silveira.





